Bahia amplia produção das policlínicas e supera 7,6 milhões de atendimentos; Governo Jerônimo destaca consolidação da rede

A redução de mais de 80% nos casos de dengue em Feira de Santana em 2025, associada ao uso de Inteligência Artificial (IA) no monitoramento e controle da doença, e a superação da marca de 7,6 milhões de atendimentos nas Policlínicas Regionais de Saúde da Bahia foram destacados durante reunião realizada na terça-feira (13/01/2026) entre a secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, e os presidentes dos Consórcios Interfederativos de Saúde.

O encontro teve como objetivo a apresentação dos resultados assistenciais, a avaliação do desempenho da rede consorciada e a definição de metas operacionais para 2026. Os dados consolidados apontam o fortalecimento da atenção especializada no Sistema Único de Saúde (SUS), com ampliação do acesso, maior eficiência e integração entre Estado e municípios.

Desde a implantação das unidades, a rede consorciada ultrapassou 7,6 milhões de atendimentos, consolidando-se como um dos principais eixos da política estadual de saúde especializada no interior da Bahia.

Uso de Inteligência Artificial contribui para queda expressiva da dengue

Em Feira de Santana, a redução superior a 80% nos casos de dengue em 2025 foi associada à adoção de ferramentas de Inteligência Artificial, utilizadas no cruzamento de dados epidemiológicos, monitoramento territorial e antecipação de áreas de risco. A tecnologia permitiu ações mais direcionadas, otimizando recursos e fortalecendo a vigilância em saúde.

A aplicação da IA integra estratégias de prevenção e controle de arboviroses, contribuindo para respostas mais rápidas e eficazes do sistema público de saúde, com impacto direto na redução da incidência da doença.

A experiência reforça a incorporação de soluções tecnológicas como instrumento de apoio à gestão, à vigilância epidemiológica e à tomada de decisões baseadas em dados.

Produção das policlínicas cresce e supera 1,3 milhão de serviços em 2025

Somente em 2025, as Policlínicas Regionais realizaram 1,3 milhão de serviços, incluindo consultas especializadas, exames e procedimentos. O volume expressivo está associado a ações voltadas à redução de filas, ampliação do acesso e melhor aproveitamento da capacidade instalada.

Algumas unidades já registram taxas de aproveitamento superiores a 75% nas consultas ofertadas, indicador estratégico para a eficiência da rede. O desempenho reflete melhorias na organização da agenda, no transporte sanitário e na articulação com os municípios consorciados.

Segundo a secretária Roberta Santana, os números demonstram a consolidação do modelo consorciado, sustentado por planejamento, financiamento contínuo e gestão compartilhada.

Investimentos garantem eficiência operacional e sustentabilidade da rede

Durante a reunião, foram apresentados investimentos voltados à regularidade operacional das policlínicas, incluindo a renovação da frota de micro-ônibus para transporte sanitário, contratos de manutenção preventiva e corretiva de equipamentos de alta complexidade, como ressonâncias magnéticas e tomógrafos, além da ampliação do uso de energia solar fotovoltaica nas unidades.

As medidas buscam reduzir custos operacionais, evitar interrupções nos serviços e promover maior sustentabilidade financeira do sistema, assegurando a continuidade do atendimento especializado à população.

A secretária destacou ainda a importância da parceria com o Governo Federal, responsável por aportes financeiros destinados à ampliação da oferta de serviços nas policlínicas regionais.

Expansão da rede prevê novas unidades e investimentos do PAC

O cronograma de expansão da rede inclui a construção de novas Policlínicas Regionais nos municípios de Camaçari, Remanso e Itapetinga, com previsão de entrega ainda em 2026. Também está prevista a implantação de novas unidades em Feira de Santana, Seabra, Ipirá e Ibotirama, viabilizadas por meio do PAC Seleções, com investimento de R$ 30 milhões por unidade.

Atualmente, os dados apresentados referem-se às 24 Policlínicas Regionais de Saúde consorciadas, localizadas no interior da Bahia. As policlínicas de Narandiba e Escada, em Salvador, não integram o sistema consorciado por possuírem modelo de gestão próprio.

Governança regional e metas para eficiência máxima

Para o coordenador-geral dos Consórcios Interfederativos de Saúde, Marcos Pereira, os resultados refletem o fortalecimento da governança regional, com avanços na padronização de contratos, controle de custos e qualificação da produção assistencial.

O encontro também reafirmou o compromisso de Estado e municípios em reduzir o absenteísmo e alcançar o aproveitamento máximo da capacidade assistencial, ampliando o impacto social das policlínicas e garantindo maior eficiência na utilização dos serviços ofertados.


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