O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que realizou, até a quinta-feira (29/01/2026), pagamentos de R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Banco Master, valor que corresponde a 80,05% do total estimado para desembolso e contempla 75% dos investidores com direito à garantia legal. Os repasses começaram em 19 de janeiro e foram ampliados após ajustes técnicos nos sistemas operacionais.
O Banco Master foi submetido a liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro, o que acionou o mecanismo de cobertura do FGC para depósitos e investimentos protegidos pelo limite legal.
Segundo o fundo, ainda há cerca de 20 mil solicitações em processamento, dependentes de atualização cadastral ou envio de informações por parte dos credores.
Pagamentos e cobertura das garantias
O FGC estima a necessidade de aproximadamente R$ 40,6 bilhões líquidos para cobrir as garantias relacionadas ao Banco Master. O montante representa cerca de um terço dos recursos disponíveis no fundo, conforme a instituição.
A entidade informou que, na maioria dos casos, a liberação ocorre de forma automatizada, mas procedimentos de segurança e prevenção a fraudes podem exigir verificações adicionais, o que impacta prazos individuais.
O limite de proteção segue a regra de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por conglomerado financeiro, conforme a regulamentação vigente.
Will Bank também será incluído nos pagamentos
Além do Banco Master, o FGC deverá honrar garantias do Will Bank, que teve liquidação decretada pelo Banco Central nesta semana. A estimativa preliminar é de desembolso adicional de R$ 6,3 bilhões.
O início dos pagamentos depende do envio da base de dados dos credores pelo liquidante nomeado pelo BC, e ainda não há data definida para liberação dos valores.
Como o Will Bank integra o mesmo conglomerado do Banco Master desde agosto de 2024, o teto de R$ 250 mil não é duplicado, o que impede novos repasses a quem já atingiu o limite em outras instituições do grupo.
Contexto da liquidação e investigações
A liquidação do Banco Master ocorreu em 18/11/2025, no contexto de investigações sobre suspeitas de irregularidades financeiras. O controlador Daniel Vorcaro chegou a ser detido em operação da Polícia Federal e responde às apurações em liberdade, sob medidas cautelares.
Paralelamente, o caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), com desdobramentos institucionais e financeiros relacionados à atuação das autoridades regulatórias.
O FGC informou que manterá comunicação direta com credores sobre etapas e prazos, além de reforçar canais de atendimento para acompanhamento dos pedidos.
Declarações do ministro da Fazenda
Em entrevista concedida na quinta-feira (29/01/2026), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o STF deverá adotar providências institucionais para tratar dos impactos do caso Master na percepção pública.
O ministro declarou que a resposta das instituições deve ocorrer por meio de mecanismos internos de apuração e regularização. Haddad também comentou outros temas econômicos, incluindo possível redução de juros pelo Banco Central e seus efeitos sobre a dívida pública.
Ele informou ainda que deixará o cargo em fevereiro, cabendo ao presidente da República definir o sucessor.
*Com informações da Agência Brasil.











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