O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou, na quinta-feira (15/01/2026), a possibilidade de Michelle Bolsonaro disputar a Presidência da República. Ao comentar o tema após visitar o pai, Jair Bolsonaro, o parlamentar afirmou que não percorreu o país com esse objetivo, em referência à construção de seu próprio nome como representante do bolsonarismo nas eleições presidenciais.
A declaração foi dada durante conversa com jornalistas em Brasília, logo após a visita à sede da Polícia Federal. Questionado sobre o interesse de Michelle em concorrer ao Palácio do Planalto, Flávio respondeu que nunca articulou nem buscou apoio nacional para esse fim, sinalizando desconforto com a hipótese de uma candidatura alternativa dentro do mesmo grupo político.
A fala do senador ocorre em um momento de disputa interna por protagonismo no campo conservador, especialmente diante das definições estratégicas para o pleito presidencial de 2026, que seguem em aberto.
Atuação de Michelle Bolsonaro e repercussão política
A manifestação de Flávio ocorre dias após Michelle Bolsonaro divulgar conteúdos políticos nas redes sociais, incluindo um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Interlocutores do meio político avaliam que a ex-primeira-dama utiliza suas plataformas digitais como instrumento de medição de apoio entre eleitores alinhados ao bolsonarismo.
A resposta do senador também atinge, de forma indireta, a atuação de Michelle à frente do PL Mulher, função na qual ela realizou agendas partidárias em diferentes estados, promovendo eventos e ampliando interlocução com lideranças locais. Essa movimentação é vista como parte de uma estratégia para ampliar sua influência política nacional.
Apesar desse trabalho, Jair Bolsonaro optou por indicar Flávio como principal nome do grupo para a disputa presidencial. A decisão teria sido comunicada publicamente antes de um alinhamento interno completo, o que ampliou tensões entre aliados próximos.
Cenários eleitorais e pesquisas recentes
Mesmo após a definição inicial, Michelle Bolsonaro mantém interesse em participar da corrida presidencial, seja como cabeça de chapa ou como vice em uma eventual candidatura liderada por Tarcísio de Freitas, que até o momento não declarou oficialmente intenção de concorrer à Presidência.
Pesquisas recentes de intenção de voto indicam redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários de segundo turno. Os levantamentos mostram que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece em sete pontos percentuais, enquanto a distância em relação a Tarcísio caiu para cinco pontos, reforçando o debate interno sobre qual nome teria maior competitividade eleitoral.
Disputa interna e definição de estratégia para 2026
As declarações públicas de Flávio Bolsonaro evidenciam divergências estratégicas dentro do bolsonarismo, em um contexto no qual a escolha do candidato pode influenciar alianças partidárias e a mobilização da base eleitoral. A indefinição sobre o papel de Michelle e a possível entrada de outros nomes mantém o cenário político em processo de acomodação.
Com o calendário eleitoral se aproximando, a tendência é de intensificação das articulações internas, enquanto pesquisas e movimentações públicas seguem sendo observadas como indicadores de viabilidade política.
*Com informações da Sputnik News.
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