Operação Alerta Laranja: MPBA e Corregedoria da PM prendem novamente sargento da reserva investigado por crimes sexuais em Salvador

Mandado de prisão foi cumprido após decisão judicial que acolheu recurso do Ministério Público da Bahia.
Mandado de prisão foi cumprido após decisão judicial que acolheu recurso do Ministério Público da Bahia.

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e a Corregedoria Geral da Polícia Militar da Bahia (PMBA) cumpriram, na terça-feira (13/01/2026), em Salvador, mandado de prisão contra um sargento da reserva da Polícia Militar, investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes no município de Teodoro Sampaio, no interior do estado.

A prisão ocorreu no âmbito da “Operação Alerta Laranja” e decorre de decisão do Poder Judiciário, que acolheu pedido liminar apresentado em recurso pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) do MPBA. O investigado havia sido preso em junho de 2025 e posteriormente colocado em liberdade por determinação judicial.

A nova ordem de prisão tem como objetivo assegurar a continuidade das investigações, bem como garantir a proteção integral de crianças e adolescentes, conforme previsto na legislação.

Atuação integrada dos órgãos de investigação

A ação foi realizada de forma integrada pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e do Geosp, em conjunto com a Corregedoria Geral da PMBA.

Segundo o Ministério Público, a atuação conjunta visa reforçar a apuração dos fatos, preservar a regularidade dos procedimentos e evitar riscos à ordem pública e às vítimas. As diligências seguem em andamento para o aprofundamento das investigações e a responsabilização penal dos envolvidos.

O MPBA destacou que a cooperação institucional é fundamental para coibir crimes contra crianças e adolescentes, especialmente quando há indícios de utilização de funções públicas para facilitar a prática criminosa.

Detalhes das investigações

De acordo com as investigações, o policial, já na reserva, atuava no serviço público municipal como tutor e professor em unidades de ensino. Ele teria se valido dessa condição para aproximar-se de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, com idades entre 10 e 14 anos.

As apurações indicam que o investigado teria praticado aliciamento sexual, utilizando-se da oferta de auxílios assistenciais como forma de aproximação e controle das vítimas. As condutas investigadas configuram graves violações aos direitos da criança e do adolescente.

O Ministério Público informou que novas diligências estão sendo realizadas para identificar possíveis outras vítimas e esclarecer integralmente os fatos.

Canais de denúncia e orientação às famílias

Casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser denunciados por meio do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, e ao Ministério Público da Bahia, pelo Disque 127, das Promotorias de Justiça, ou pelo site atendimento.mpba.mp.br.

O MPBA reforça a importância de que pais e responsáveis acompanhem o comportamento e as interações sociais de crianças e adolescentes, observando sinais de mudanças de humor ou conduta. Em situações suspeitas, a orientação é acionar imediatamente as autoridades competentes e a rede de proteção, inclusive em casos ocorridos em ambientes virtuais.


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