A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira (29/01/2026), um homem suspeito de planejar um atentado suicida em território brasileiro e de manter possível ligação com o grupo extremista Estado Islâmico (EI). A detenção ocorreu no município de Bauru, no interior de São Paulo, durante operação de contraterrorismo conduzida com apoio do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
Segundo comunicado oficial, o investigado estaria em fase preparatória para a fabricação de um colete explosivo, com a finalidade de executar um ataque. A corporação não informou o possível alvo nem a data prevista para a ação, alegando necessidade de preservar o andamento das apurações.
A prisão integra um inquérito que apura indícios de radicalização e conexões com organizações classificadas como terroristas por organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas.
Operação e investigação em andamento
De acordo com a Polícia Federal, a abordagem foi realizada após monitoramento de atividades suspeitas e coleta de elementos que indicariam preparação logística para um ataque. A suspeita central envolve tentativa de montagem de artefato explosivo para uso individual, o que caracteriza planejamento de atentado suicida.
As autoridades informaram que novas diligências e buscas podem ser executadas nos próximos dias, com o objetivo de identificar eventuais colaboradores, fontes de financiamento e canais de comunicação utilizados pelo investigado.
A corporação destacou que a atuação ocorreu de forma preventiva, antes que o plano avançasse para uma fase de execução.
Cooperação internacional e possível vínculo com o EI
A investigação contou com cooperação técnica e troca de informações com o FBI, em um esforço conjunto de contraterrorismo. A colaboração internacional incluiu compartilhamento de dados de inteligência e rastreamento de conexões digitais.
Segundo fonte policial ouvida sob condição de anonimato, há indícios de possível ligação do suspeito com o Estado Islâmico, organização que perdeu controle territorial no Oriente Médio a partir de 2017, mas mantém atuação por meio de células, simpatizantes e afiliados regionais.
Relatórios de segurança internacional apontam que o grupo continua a incentivar ações descentralizadas, com recrutamento e radicalização online, modelo que amplia o alcance de apoiadores fora das zonas de conflito.
Contexto do Brasil e monitoramento de ameaças
Historicamente, o Brasil não figura entre os principais alvos de organizações jihadistas, em razão da ausência de envolvimento militar direto em conflitos no Oriente Médio e de características sociais e diplomáticas distintas de países frequentemente visados.
Ainda assim, autoridades de segurança pública têm intensificado o monitoramento de casos de radicalização individual pela internet, considerados mais prováveis do que a atuação de células estruturadas no país. Investigações anteriores indicam que indivíduos isolados representam o principal foco de atenção.
A Polícia Federal reiterou que mantém protocolos de prevenção, cooperação internacional e análise de inteligência para identificar riscos de forma antecipada e neutralizar ameaças antes de sua concretização.
*Com informações da RFI.











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