O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (29/01/2026) que espera não precisar empregar força militar contra o Irã, mas confirmou o envio de embarcações de guerra à região e declarou que mantém planos de negociar um novo acordo sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, autoridades de Teerã disseram que qualquer ataque será seguido de retaliação “imediata” contra bases e ativos americanos no Oriente Médio.
As declarações ocorreram em Washington, durante evento público, onde Trump mencionou a presença de uma frota naval em deslocamento. Segundo ele, a estratégia prioriza diálogo diplomático, mas não descarta medidas militares.
O posicionamento foi acompanhado por manifestações do governo iraniano indicando preparação para confronto caso haja ofensiva dos Estados Unidos.
Declarações elevam tensão militar na região
Trump afirmou que os Estados Unidos dispõem de capacidade financeira e militar para agir, destacando que navios de grande porte seguem em direção ao território iraniano. Ao mesmo tempo, declarou que pretende buscar negociações com representantes de Teerã.
Do lado iraniano, o porta-voz das Forças Armadas apontou o que chamou de vulnerabilidades de porta-aviões americanos e afirmou que uma eventual ação militar não teria resposta limitada. Segundo a autoridade, o conflito poderia se estender a áreas com presença de bases norte-americanas.
O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, declarou que o país deve estar preparado para guerra. Já o comandante das Forças Armadas, Amir Hatami, informou o reforço de regimentos com mil drones.
Diplomacia paralela e apelo da ONU
Enquanto as declarações militares se intensificam, o governo iraniano ampliou contatos diplomáticos com países do Oriente Médio com o objetivo de reduzir a escalada. A movimentação ocorre em paralelo ao aumento da presença militar estrangeira na região.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu diálogo entre as partes para evitar um conflito de maiores proporções. Segundo ele, uma crise aberta poderia gerar impactos amplos para a estabilidade regional.
A Organização das Nações Unidas reiterou a necessidade de negociações sobre o programa nuclear iraniano como alternativa à confrontação armada.
União Europeia classifica Guarda Revolucionária como organização terrorista
No mesmo dia quinta-feira (29/01/2026), a União Europeia designou a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista e anunciou sanções contra autoridades e entidades ligadas ao grupo, incluindo congelamento de bens e restrições de vistos.
O bloco justificou a medida com base em acusações de repressão a manifestações internas. Representantes europeus afirmaram que a decisão busca responsabilizar estruturas de segurança envolvidas em violações de direitos.
O governo iraniano classificou a iniciativa como erro estratégico e alertou para possíveis consequências diplomáticas. A Guarda Revolucionária atua nas áreas militar, tecnológica e econômica e mantém papel central na política de defesa do país.
*Com informações da RFI.











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