Na terça-feira (27/01/2026), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele é um dos investigados na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Antunes está preso desde setembro de 2025 no presídio da Papuda, em Brasília, por determinação judicial relacionada às investigações sobre o esquema de fraudes envolvendo entidades associativas.
Investigação da Polícia Federal e esquema apurado
De acordo com a Polícia Federal, o empresário é suspeito de operar empresas de fachada utilizadas para desviar valores descontados irregularmente dos benefícios previdenciários. As investigações apontam que as cobranças eram feitas sem autorização válida dos aposentados e pensionistas, gerando prejuízos financeiros aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Durante o cumprimento de mandados judiciais no âmbito da operação, a PF apreendeu veículos de luxo, incluindo modelos das marcas BMW e Porsche, localizados em endereços vinculados ao investigado. Os bens foram recolhidos como parte do conjunto de provas reunidas no inquérito.
A Operação Sem Desconto foi deflagrada em 2025 e tem como foco identificar responsáveis por irregularidades na cobrança de mensalidades associativas, além de mapear a estrutura financeira e operacional do esquema investigado.
Depoimento à CPMI e posicionamento da defesa
No ano anterior, Antonio Carlos Camilo Antunes prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Na ocasião, o empresário negou envolvimento nos desvios e afirmou que não participou de práticas ilegais relacionadas aos descontos nos benefícios previdenciários.
Segundo declarou à comissão, Antunes informou que entregaria documentos à Polícia Federal com o objetivo de comprovar a legalidade de suas atividades empresariais. A defesa sustenta que os negócios conduzidos pelo investigado estariam em conformidade com a legislação vigente.
A decisão do ministro André Mendonça considerou a manutenção dos requisitos legais da prisão preventiva, como a necessidade de garantir a ordem pública e a continuidade das investigações, mantendo o empresário sob custódia enquanto o processo segue em tramitação.
*Com informações da Agência Brasil.











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