Tempestade de inverno na Europa provoca mortes, cancelamentos de voos e alerta máximo para neve e ventos fortes

Fenômeno climático atinge diversos países europeus, paralisa transportes e leva autoridades a reforçarem medidas de segurança.
Fenômeno climático atinge diversos países europeus, paralisa transportes e leva autoridades a reforçarem medidas de segurança.

Uma forte tempestade de inverno provocou mortes, acidentes e severos transtornos nos sistemas de transporte em várias regiões da Europa nesta quarta-feira (08/01/2026). Novos alertas de neve, gelo e ventos intensos foram emitidos no Reino Unido antes da chegada da tempestade Goretti, que deve afetar diferentes países europeus até sexta-feira (09/01/2026), segundo autoridades meteorológicas internacionais.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que alertas meteorológicos permanecem ativos em grande parte do continente, incluindo França, Países Baixos, Dinamarca e Reino Unido, devido às condições consideradas perigosas para a população e para a mobilidade urbana e intermunicipal.

O avanço da tempestade ocorre em um período de intenso deslocamento de pessoas, ampliando os impactos sobre rodovias, ferrovias e aeroportos, além de elevar o risco de acidentes e interrupções de serviços essenciais.

Neve, gelo e acidentes rodoviários agravam situação

As condições adversas, caracterizadas por neve intensa, formação de gelo nas estradas, nevascas e rajadas de vento, já resultaram em acidentes fatais, bloqueio de pontes, fechamento de avenidas e interrupções no transporte público em diferentes países.

No Reino Unido, os alertas de saúde permanecem em vigor, com circulação fortemente condicionada pelo frio intenso. As autoridades alertaram motoristas para o risco do gelo negro, fenômeno descrito como difícil de identificar e extremamente perigoso, responsável por diversos acidentes.

Segundo agências de notícias, na cidade de Reading, próxima a Londres, nove crianças ficaram feridas após a colisão entre um ônibus escolar e outro coletivo de passageiros. Já no norte e nordeste da Escócia, mais de 400 escolas foram fechadas, enquanto quedas intensas de neve deixaram residências sem fornecimento de energia elétrica.

Os serviços do trem Eurostar, incluindo ligações entre Londres, Amsterdã, Roterdã e Paris, sofreram cancelamentos e atrasos, ampliando os transtornos para passageiros em viagens internacionais.

Mortes e alertas máximos em diferentes países europeus

No continente europeu, ao menos seis mortes foram registradas em incidentes associados às condições climáticas extremas. Na França, as autoridades colocaram 38 regiões sob alerta laranja devido à combinação de neve e gelo.

De acordo com informações oficiais, cinco pessoas morreram no país, sendo três vítimas em dois acidentes causados por gelo negro no departamento de Landes, no sudoeste francês, e outras duas em acidentes rodoviários em Paris.

Nos Bálcãs, uma mulher morreu em Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, após ser atingida por uma árvore carregada de neve. Na cidade, foram registrados cerca de 40 centímetros de neve, segundo autoridades locais.

Aeroportos e ferrovias enfrentam cancelamentos em massa

O setor aéreo europeu também foi severamente impactado. Centenas de voos foram cancelados em aeroportos de diversos países. No aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, cerca de 40% das decolagens e pousos foram suspensos durante várias horas, na manhã desta quarta-feira (08/01/2026), para permitir a remoção de neve das pistas.

Nos Países Baixos, o aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, registrou o cancelamento de mais de 400 voos, com previsão de outros 600 cancelamentos adicionais ao longo do dia. Passageiros relataram filas extensas e falta de informações, agravando o impacto da crise climática sobre o transporte aéreo.

O sistema ferroviário holandês também enfrentou paralisações, com a suspensão total dos serviços ferroviários na manhã de terça-feira, em decorrência de falhas operacionais agravadas pelas condições climáticas. O trajeto Amsterdã–Paris, operado pelo Eurostar, teve cancelamentos e atrasos sucessivos.

*Com informações da ONU News.


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