O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo (Democracia Cristã) apresentou as bases de sua pré-candidatura à Presidência da República, com discurso centrado em nacionalismo, soberania, incentivo ao investimento privado, revisão de normas ambientais e defesa de anistia política ampla. Em entrevista concedida em São Paulo, o político avaliou que o Brasil enfrenta estagnação econômica, entraves institucionais e dificuldades estruturais nos serviços públicos.
Durante a conversa, Rebelo abordou temas como saúde, educação, segurança pública, economia, política ambiental, defesa nacional e relações internacionais, além de fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a órgãos reguladores. Segundo ele, decisões judiciais e burocracias administrativas contribuem para a paralisação de projetos estratégicos.
O ex-ministro afirmou que o país está “travado” e que sua proposta de governo prevê reorganização do Estado, ampliação do investimento privado, mudanças no licenciamento ambiental e medidas de reconciliação política, incluindo anistia.
Propostas para saúde, educação e segurança pública
Ao tratar da saúde, Rebelo avaliou que o Sistema Único de Saúde (SUS) apresenta dificuldades operacionais, especialmente no tempo de espera para consultas especializadas e cirurgias. Para ele, a distância entre a estrutura prevista em lei e a execução prática gera atrasos no atendimento.
O pré-candidato mencionou que a demora entre diagnóstico inicial e tratamento pode comprometer a evolução clínica de pacientes. Segundo sua análise, é necessário reorganizar fluxos de atendimento e ampliar a capacidade de resposta do sistema.
Na educação básica, ele defendeu valorização da autoridade do professor, disciplina escolar e centralidade do ensino formal, apontando que o desempenho educacional brasileiro requer revisão de políticas públicas e metas pedagógicas.
Sobre segurança pública, Rebelo classificou o crime organizado como principal desafio nacional, citando a presença de grupos criminosos em fronteiras e territórios urbanos. Ele defendeu tratamento jurídico diferenciado e legislação específica para organizações criminosas, com maior atuação do Estado.
Economia, críticas ao STF e política ambiental
Na área econômica, o ex-ministro questionou os indicadores de emprego e crescimento, afirmando que o país enfrenta estagnação estrutural. Ele também criticou programas de transferência de renda, argumentando que parte da população deixa o mercado formal de trabalho.
Entre os obstáculos ao desenvolvimento, Rebelo citou diretamente o Supremo Tribunal Federal, o Ibama e a Funai, alegando que decisões judiciais e prazos de licenciamento impactam projetos de infraestrutura, energia e mineração.
Como alternativa, propôs um “choque de investimento privado”, com maior participação do setor empresarial em áreas como infraestrutura, ciência e tecnologia. Também defendeu abertura ao capital estrangeiro, desde que orientado por interesses nacionais e transferência de tecnologia.
No campo ambiental, afirmou que o país precisa rever normas consideradas restritivas, associando a flexibilização regulatória ao aumento de competitividade econômica.
Defesa, política externa e anistia política
No plano internacional, Rebelo avaliou a agenda climática global e afirmou que grandes potências estariam priorizando segurança alimentar, energética e mineral. Ele defendeu pragmatismo nas relações com Mercosul, União Europeia e BRICS, com foco em interesses estratégicos brasileiros.
Na área de defesa, propôs reconstrução da capacidade militar, ampliação da presença nas fronteiras e na Amazônia e criação de estrutura naval adicional no Norte do país, associando segurança pública à segurança nacional.
O ex-ministro também defendeu anistia ampla e irrestrita como instrumento de reconciliação política. Segundo ele, a medida permitiria “pacificar” o país e encerrar disputas judiciais e institucionais relacionadas a episódios recentes, citando precedentes históricos de anistia no Brasil.
Ao comentar sua trajetória, Rebelo destacou a experiência como parlamentar e ministro em diferentes pastas, afirmando que esses cargos sustentam sua proposta de candidatura com foco em soberania nacional, redução de desigualdades, democracia e liberdade.
*Com informações da Sputnik News.








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