Um arquiteto de Feira de Santana alcançou projeção nacional após vencer o concurso “Todeschini Por 2025” e ter o projeto estampado na capa da Casa Vogue, revista especializada em arquitetura e design. Aos 33 anos, Hugo Ribeiro conquistou o primeiro lugar com um trabalho desenvolvido integralmente na cidade, resultado que amplia a visibilidade da produção arquitetônica do interior baiano.
O reconhecimento ocorreu após processo seletivo com mais de 250 projetos inscritos, reduzido para 27 selecionados, cinco finalistas e um vencedor. A etapa final avaliou critérios técnicos, conceituais e de execução, reunindo escritórios de diferentes regiões do país.
“Foi muito emocionante concorrer com grandes escritórios brasileiros e vencer. É um marco na trajetória profissional”, afirmou o arquiteto.
Disputa nacional e critérios técnicos
A premiação é promovida pela marca Todeschini, empresa com atuação no setor de mobiliário planejado e presença em diversas cidades brasileiras. O concurso tem como objetivo valorizar projetos autorais e incentivar a diversidade regional na arquitetura.
Segundo os organizadores, a seleção considerou qualidade técnica, funcionalidade, identidade do morador, especificação de materiais e coerência estética. O formato buscou contemplar profissionais fora dos grandes centros urbanos.
O resultado posiciona um projeto concebido no interior da Bahia entre as principais referências do setor no país.
Projeto Saint Remy foi desenvolvido em Feira
O trabalho vencedor, intitulado “Saint Remy”, foi desenvolvido em parceria com a unidade local da marca. O apartamento apresenta base neutra, integração de estilos e curadoria de obras de arte, com foco na identidade dos moradores.
De acordo com Hugo Ribeiro, a proposta parte da interpretação do perfil do cliente.
“Nosso papel é entender o cliente e transportar essa identidade para a moradia. A assinatura existe, mas quem mora ali não sou eu”, declarou.
O projeto também incorporou obras de artistas baianos, reforçando o diálogo com a produção cultural regional.
Publicação amplia alcance nacional
A inclusão do trabalho na capa da Casa Vogue representa exposição em um dos principais veículos especializados do país. Para o arquiteto, a visibilidade envolve não apenas estética, mas processos de atendimento, planejamento, execução e curadoria.
Ele afirma que a publicação exige padrão elevado de entrega em todas as etapas do projeto, desde a concepção até a finalização.
A repercussão contribui para ampliar a carteira de clientes e consolidar o posicionamento profissional em âmbito nacional.
Parceria local fortaleceu participação
Em Feira de Santana, a diretora e sócia-administradora da unidade local da Todeschini, Patrícia Matos, destacou que o concurso busca reconhecer talentos de diferentes regiões brasileiras. Segundo ela, a descentralização do reconhecimento estimula a diversidade arquitetônica.
Para a gestora, o projeto chamou atenção pela coerência conceitual, escolha de materiais e presença de referências culturais locais. A relação próxima entre a marca e os profissionais da cidade incentivou a inscrição no certame.
Hugo afirmou que o convite para participar partiu da própria direção da loja.
Premiação inclui participação em evento internacional
Como parte da premiação, o arquiteto participará do Salone del Mobile Milano, realizado em Milão, considerado uma das principais feiras de design e mobiliário do mundo. A viagem está prevista para abril.
O profissional informou que acompanha o evento há anos e pretende utilizar a experiência para observar tendências e adaptá-las ao contexto brasileiro.
A iniciativa também amplia o intercâmbio com fornecedores e profissionais internacionais.
Impacto para a arquitetura regional
A conquista é apontada por representantes do setor como fator de valorização da cadeia produtiva local, incluindo arquitetura, design, construção civil e fornecedores de mobiliário.
O resultado coloca Feira de Santana no circuito nacional de projetos publicados, ampliando a visibilidade de profissionais do interior do estado.
Para os envolvidos, o reconhecimento demonstra que produções fora do eixo Rio–São Paulo podem alcançar espaço em publicações e premiações especializadas.








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