Dezessete pessoas morreram em ataques israelenses na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (04/02/2026), segundo a Defesa Civil Palestina, enquanto a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, voltou a operar parcialmente, permitindo a saída de feridos e o retorno restrito de civis ao território.
De acordo com o Exército de Israel, as operações ocorreram após disparos contra militares israelenses no norte do enclave, episódio que deixou um oficial gravemente ferido. A corporação afirmou que realizou ações direcionadas em áreas consideradas de confronto.
Os bombardeios atingiram bairros residenciais, tendas e campos de deslocados, ampliando o número de vítimas atendidas por hospitais locais.
Mortes e danos em áreas urbanas
A Defesa Civil informou que 14 mortes foram registradas no norte da Faixa de Gaza, nos bairros de Tuffah e Zeitoun, próximos à Cidade de Gaza. Os feridos foram encaminhados principalmente ao Hospital al-Shifa, que relatou aumento na demanda por atendimento emergencial.
Outras três vítimas foram levadas ao Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul do território, após ataques que atingiram casas e abrigos improvisados. Segundo relatos médicos, há limitação de insumos hospitalares.
O Exército israelense declarou que utilizou aeronaves e veículos blindados em ataques classificados como de precisão, com foco em responder a ações armadas contra suas tropas.
Sistema de saúde e contexto do cessar-fogo
Diretores hospitalares informaram que a escassez de medicamentos, equipamentos e combustível compromete a capacidade de atendimento, especialmente em unidades que operam acima do limite. A rede de saúde enfrenta dificuldades logísticas desde o início do conflito.
As ações militares ocorreram enquanto um cessar-fogo deveria estar em vigor, conforme negociações anteriores. O cenário, porém, segue marcado por episódios de violência localizada e operações pontuais.
Organizações humanitárias monitoram o aumento de deslocamentos internos e a pressão sobre abrigos, com concentração de civis em áreas do sul do enclave.
Reabertura parcial de Rafah
Dois dias antes, a passagem de Rafah foi reaberta em ambas as direções, permitindo a evacuação de doentes e feridos para o Egito. Na direção oposta, um número reduzido de palestinos conseguiu retornar a Gaza.
Autoridades israelenses e egípcias indicaram que até 150 pessoas por dia podem sair do território e cerca de 50 podem regressar, conforme critérios humanitários. A movimentação ocorre sob controle de segurança e inspeções documentais.
Moradores relatam procedimentos prolongados durante a travessia, incluindo verificações e períodos de espera, o que limita o fluxo diário de pessoas.
*Com informações da RFI.










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