A Confederação Brasileira de Futebol parabenizou Gianni Infantino pelos dez anos de mandato na presidência da FIFA, data celebrada nesta quinta-feira (26/02/2026). Desde a eleição, em 26 de fevereiro de 2016, o dirigente conduz ações voltadas à ampliação de competições, fortalecimento do futebol feminino, modernização tecnológica e reformas de governança no futebol internacional.
Em nota institucional, a CBF destacou que a gestão ampliou torneios masculinos e femininos, investiu em programas de base e implementou medidas de integridade, como sistemas de arbitragem por vídeo e protocolos antidiscriminação. A entidade também ressaltou a parceria com a FIFA em pautas relacionadas ao combate ao racismo e à organização de eventos no Brasil.
O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que o período registrou avanços administrativos e esportivos e mencionou a cooperação entre as instituições para a realização de competições internacionais no país.
Expansão de competições globais
Entre as iniciativas citadas estão a criação e ampliação de torneios. A Copa do Mundo masculina passará a contar com 48 seleções e três sedes: Canadá, Estados Unidos e México, ampliando o número de participantes e mercados envolvidos. No feminino, o torneio também adotou expansão progressiva do quadro de seleções.
A entidade confirmou ainda novos eventos, como a Copa do Mundo de Clubes e a Copa dos Campeões Feminina, além do planejamento do Mundial de Clubes Feminino com 16 equipes a partir de 2028. As competições ampliam o calendário internacional e a distribuição de receitas entre federações e clubes.
Competições de base também foram reformuladas. Os Mundiais Sub-17 masculino e feminino tornaram-se anuais, com aumento no número de participantes. O Mundial Feminino Sub-20 passou de 16 para 24 seleções, enquanto a FIFA organizou a primeira edição do torneio feminino de futsal.
Investimentos no futebol feminino e inclusão
Segundo a CBF, a FIFA elevou os recursos destinados ao futebol feminino. Em 2023, a distribuição de premiações chegou a US$ 152 milhões, valor superior aos ciclos anteriores. O número de países participantes das eliminatórias também cresceu, ampliando a base de seleções.
Foram aprovadas normas de proteção a atletas em casos de gravidez, adoção e licença familiar, além de políticas de igualdade de condições operacionais em competições oficiais. A meta é padronizar serviços e estrutura entre categorias masculina e feminina.
A federação também citou medidas de inclusão, com apoio a modalidades adaptadas e seleções específicas. Parte dos recursos internacionais é aplicada em projetos sociais, infraestrutura e capacitação técnica.
Combate ao racismo, tecnologia e governança
Em 2024, a FIFA implementou o gesto antirracismo oficial, permitindo que jogadores e árbitros sinalizem casos de discriminação durante partidas. Protocolos disciplinares e ferramentas de monitoramento digital passaram a integrar as competições, com foco na prevenção de abusos.
No campo tecnológico, o árbitro assistente de vídeo (VAR) foi expandido para mais de 200 competições, enquanto o Football Video Support (FVS) oferece solução simplificada para torneios de menor orçamento. As ferramentas visam padronizar decisões e reduzir erros de arbitragem.
A governança incluiu programas de transparência e apoio financeiro. O FIFA Forward destinou mais de US$ 5 bilhões desde 2016 às 211 associações-membro, financiando campos, centros técnicos, capacitação e operações. A instituição também lançou mecanismos para rastrear transferências e compensar clubes formadores.








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