O presidente da Arco, Edemundo Ferreira Gressler, assumiu a presidência da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos com a meta de elevar o rebanho nacional para 30 milhões de ovinos e até 16 milhões de caprinos até 2030. A gestão pretende articular políticas públicas, reduzir entraves regulatórios e ampliar a competitividade do setor no mercado internacional.
Segundo dados apresentados pelo dirigente, o Brasil conta atualmente com cerca de 22 milhões de ovinos e 12 milhões de caprinos, números considerados abaixo do potencial produtivo do país. A estratégia central envolve ganho de escala, organização da cadeia e melhoria do ambiente regulatório para atender à demanda interna e externa.
A nomeação, conforme o presidente, reconhece a atuação institucional da entidade na organização do controle genealógico das raças ovinas e na estruturação técnica da produção. A Câmara deverá coordenar ações integradas entre produtores, indústria, governo e instituições de pesquisa.
Metas de expansão do rebanho e planejamento produtivo
Entre as prioridades estabelecidas estão programas de fomento à produção, estímulo ao melhoramento genético e ampliação do número de matrizes, com foco em aumento de produtividade por animal. O objetivo é consolidar uma base produtiva capaz de sustentar crescimento contínuo até o final da década.
A meta formalizada prevê crescimento de aproximadamente 8 milhões de ovinos e até 4 milhões de caprinos em relação ao efetivo atual. O planejamento inclui assistência técnica, capacitação de produtores e fortalecimento das associações regionais, além da padronização de dados zootécnicos.
De acordo com Gressler, a diversidade de microclimas e sistemas de produção permite expandir a atividade em diferentes regiões do país, favorecendo tanto sistemas extensivos quanto semi-intensivos.
Políticas públicas e desburocratização
A nova gestão também pretende intensificar o diálogo com os poderes Executivo e Legislativo para viabilizar instrumentos de crédito, programas sanitários e incentivos específicos ao segmento. A Câmara atuará como fórum técnico para consolidar demandas do setor.
Outro eixo estratégico envolve a desburocratização de processos de importação de material genético, medida que busca reduzir prazos administrativos sem alterar critérios técnicos. A intenção é permitir que produtores incorporem genética de alto desempenho com maior agilidade.
A proposta inclui ainda padronização de procedimentos, digitalização de etapas documentais e integração entre órgãos reguladores, com foco em eficiência operacional.
Exportações e integração com pesquisa
O aumento da demanda internacional por animais vivos, carne, derivados e material genético é apontado como oportunidade de mercado. A Câmara pretende estruturar protocolos sanitários e comerciais que facilitem a inserção do Brasil em novos destinos, especialmente na Ásia e na América do Sul.
Para sustentar a expansão, a gestão prevê cooperação com centros de pesquisa, universidades e unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, com foco em sanidade, nutrição, reprodução e eficiência produtiva.
As próximas reuniões da Câmara deverão tratar de comércio exterior, políticas de incentivo, rastreabilidade e profissionalização da cadeia, consolidando um plano nacional para o segmento de caprinos e ovinos.








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