As eleições municipais previstas para outubro não devem comprometer o andamento das votações consideradas prioritárias no Congresso Nacional, segundo avaliação de lideranças partidárias. A projeção foi apresentada por parlamentares da oposição e da base governista, que defendem a continuidade da agenda legislativa ao longo do ano.
De acordo com os líderes, a organização do calendário parlamentar permitirá a análise de projetos estruturantes, mesmo com a redução do ritmo de atividades típica do período eleitoral. A estratégia envolve a concentração de matérias relevantes no primeiro semestre e a manutenção de sessões deliberativas no segundo semestre.
O vice-líder da oposição no Senado, Marcos Rogério (PL-RO), e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmaram que temas de interesse nacional permanecerão como prioridade, evitando paralisações prolongadas.
Planejamento do calendário legislativo
Os parlamentares destacaram que a Mesa Diretora e as lideranças partidárias trabalham com um cronograma antecipado de votações, buscando reduzir o impacto das campanhas eleitorais sobre o funcionamento das comissões e do plenário. A previsão inclui a tramitação de propostas orçamentárias, projetos econômicos e matérias administrativas.
A organização prevê maior concentração de debates e deliberações no primeiro semestre, período tradicionalmente mais produtivo. No segundo semestre, a expectativa é manter sessões periódicas para evitar acúmulo de pautas.
Segundo Marcos Rogério, a dinâmica eleitoral não impede a apreciação de projetos relevantes, desde que haja coordenação entre os partidos e definição clara de prioridades legislativas.
Pautas consideradas estratégicas
Entre os temas apontados como essenciais estão propostas de impacto fiscal, ajustes no orçamento federal, medidas econômicas e matérias institucionais. Essas votações são vistas como necessárias para garantir previsibilidade administrativa e cumprimento de prazos constitucionais.
Randolfe Rodrigues afirmou que a base governista deve atuar para assegurar quórum mínimo nas sessões deliberativas, mesmo durante a campanha. A estratégia envolve acordos para evitar obstruções em projetos classificados como estruturantes.
A avaliação das lideranças é que o Congresso já operou em contextos eleitorais anteriores sem interrupções significativas, mantendo votações essenciais dentro dos prazos legais.
Expectativa de funcionamento regular
Apesar do período eleitoral reduzir a presença de parlamentares em Brasília, a previsão é de funcionamento regular do plenário, com foco em matérias consensuais ou com tramitação avançada. Propostas com maior divergência política podem ser postergadas para evitar impasses.
As lideranças também indicaram a possibilidade de convocação de sessões extras, caso necessário, para concluir votações consideradas urgentes. O objetivo é impedir que o calendário eleitoral gere acúmulo de demandas legislativas para o fim do ano.
*Com informações da Agência Senado.










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