O Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (Caps Infanto Juvenil) celebrou 21 anos de funcionamento com a realização do II Fórum de Cuidados, Serviços e Memórias, promovido na terça-feira (24/02/2026), no auditório da UNEX. O encontro reuniu profissionais da rede municipal de saúde mental, gestores e estudantes da área da Saúde para discutir políticas públicas, histórico do serviço e estratégias de atenção psicossocial voltadas a crianças e adolescentes.
A programação abordou avaliação de resultados, desafios operacionais e integração entre setores, com foco no acompanhamento de usuários com transtornos mentais severos e persistentes e no suporte às famílias.
Segundo a coordenação, o Caps atua como porta de entrada para atendimento especializado, com acesso gratuito e sem necessidade de agendamento para o primeiro acolhimento.
Estrutura do serviço e atendimento à população
O Caps Infanto Juvenil realiza acompanhamento clínico e psicossocial contínuo, com atuação de equipe interdisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais, profissionais de enfermagem e médicos. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde.
De acordo com o coordenador de Saúde Mental do município, Joadson Andrade, o serviço acompanha cerca de 4 mil usuários, entre crianças e adolescentes, além de familiares que recebem orientação permanente.
O gestor afirmou que o trabalho envolve ações terapêuticas, monitoramento de casos e articulação com a rede de proteção social para ampliar o acesso a cuidados especializados.
Participação institucional e debate técnico
A mesa de abertura contou com a presença da subsecretária de Saúde, Valdenice Gonçalves, da coordenadora do Caps, Liliana Cotias, e da enfermeira referência técnica da Atenção Primária à Saúde, Cristiane Bastos, além do coordenador de Saúde Mental.
Durante o fórum, foram apresentados dados e relatos sobre aumento da demanda por atendimento psicossocial, especialmente em quadros relacionados a depressão e ansiedade entre o público infantojuvenil.
Os participantes discutiram a necessidade de diagnóstico precoce, acolhimento familiar e continuidade do cuidado, medidas consideradas centrais para o acompanhamento dos casos.
Integração com educação e assistência social
A coordenação do Caps destacou a importância do trabalho em rede com unidades de saúde, escolas e serviços de assistência social para garantir inclusão e permanência escolar de crianças e adolescentes em tratamento.
A estratégia prevê encaminhamentos compartilhados, acompanhamento multiprofissional e comunicação entre setores para reduzir evasão escolar e barreiras de acesso ao cuidado.
O fórum também reforçou a orientação para que pais e responsáveis observem alterações de comportamento e busquem atendimento ao identificar sinais de sofrimento psíquico, ampliando as possibilidades de intervenção.








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