Feira de Santana: Feira da Avenida Getúlio Vargas registra alta procura por cães de pequeno porte e movimenta venda e adoção de animais aos domingos

A feira de comercialização de cães realizada aos domingos, no canteiro central da Avenida Getúlio Vargas, em Feira de Santana, concentra a maior demanda por animais de pequeno porte, segundo vendedores que atuam no local. O ponto de encontro semanal reúne criadores, intermediários e compradores interessados em diferentes raças, com predominância de animais indicados para ambientes residenciais compactos.

De acordo com os comerciantes, o perfil do público é composto majoritariamente por moradores de apartamentos, o que influencia a escolha por cães que exigem menor espaço e manejo simplificado. A feira ocorre no período da manhã e se consolidou como alternativa de compra direta entre criadores e consumidores.

Além da venda, o espaço também serve como local de orientação sobre cuidados básicos, vacinação e procedência dos animais, aspectos considerados essenciais para evitar problemas sanitários e comerciais.

Preferência por raças pequenas orienta preços e oferta

Entre as raças mais procuradas estão os exemplares de Yorkshire Terrier, comercializados por valores médios de R$ 1 mil, conforme linhagem, porte e condições físicas. Criadores relatam que a adaptação a espaços internos e o porte reduzido impulsionam a demanda.

Os Dachshund, conhecidos como “salsicha”, também figuram entre as escolhas recorrentes. Vendedores apontam que a raça é indicada para apartamentos devido ao tamanho compacto. Em paralelo, há oferta de cães de médio e grande porte, como o Golden Retriever, procurado por famílias que buscam animais de companhia.

Parte dos comerciantes atua como intermediária, localizando filhotes específicos conforme pedidos de raça, sexo e idade junto a criadores parceiros, ampliando o leque de opções aos compradores.

Preços, documentação e cuidados na compra

Os valores praticados na feira tendem a ficar abaixo do mercado formal porque muitos animais não possuem pedigree, documento que comprova a genealogia. Sem essa certificação, os custos de comercialização diminuem.

Especialistas e vendedores orientam que os interessados verifiquem caderneta de vacinação, condições físicas e histórico do animal antes de concluir a compra. A checagem ajuda a prevenir doenças e gastos posteriores com tratamentos veterinários.

Para quem não dispõe de recursos financeiros, a recomendação é buscar abrigos e instituições de proteção animal, formalizando a adoção responsável como alternativa à aquisição comercial.

Rotina de criadores e vínculo com os animais

Criadores que participam da feira relatam envolvimento direto com a criação, incluindo acompanhamento de gestação, parto e desmame. O processo de venda ocorre, em geral, após dois meses de vida dos filhotes, período considerado adequado para separação da mãe.

Alguns vendedores mencionam vínculos afetivos com os animais, mas destacam que a atividade integra a rotina de trabalho. A presença constante na feira ocorre há décadas, tornando o local um ponto tradicional de comercialização de cães na cidade.

Realizada sob as árvores do canteiro central, a feira mantém fluxo contínuo de visitantes e movimenta criadores, compradores e interessados em adoção, consolidando-se como espaço regular de oferta de animais domésticos.


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