Feira de Santana registra 769 casos de diarreia em janeiro de 2026 e Vigilância alerta para contaminação alimentar, hídrica e viroses respiratórias

Feira de Santana notificou 769 casos de diarreia aguda no primeiro mês do ano, conforme balanço divulgado pela Vigilância Epidemiológica. A enfermidade, tradicionalmente associada ao consumo de alimentos deteriorados em períodos de calor, também pode estar relacionada a contaminação hídrica, infecções virais e doenças respiratórias, ampliando o espectro de causas monitoradas pelas autoridades de saúde.

De acordo com o nutricionista da Vigilância Epidemiológica, Lázaro Melo, a ocorrência da doença não deve ser atribuída exclusivamente à alimentação. Segundo ele, virose gastrointestinal, influenza, Covid-19, dengue e outros vírus podem apresentar sintomas intestinais, incluindo diarreia.

Os registros indicam que a maior parte dos casos evolui de forma leve, com tratamento domiciliar, mas a recomendação é manter hidratação contínua e observação clínica, sobretudo em crianças e idosos.

Perfil etário e fatores de exposição

Os dados da Vigilância apontam maior frequência da doença entre crianças de 1 a 4 anos e pessoas acima de 10 anos. Entre os pequenos, o risco está associado ao contato constante com superfícies e objetos potencialmente contaminados.

Segundo o especialista, comportamentos típicos da faixa etária, como brincar no chão e levar as mãos à boca, ampliam a exposição a agentes infecciosos, especialmente em ambientes sem higienização adequada.

Entre adolescentes e adultos, a contaminação está mais relacionada ao consumo de alimentos e água fora de casa, onde podem ocorrer falhas no armazenamento, preparo ou conservação.

Sintomas, duração e cuidados

A maioria dos quadros é classificada como autolimitada, com duração média de um a três dias, podendo se estender por até 14 dias. Em geral, não há sinais graves, como desidratação intensa ou presença de sangue nas fezes.

O tratamento recomendado inclui reposição de líquidos, alimentação leve e monitoramento dos sintomas. Medicamentos são indicados apenas conforme avaliação médica.

A orientação da Vigilância é procurar uma unidade de saúde caso os sintomas persistam por mais de duas semanas ou apresentem agravamento clínico.

Histórico de notificações e prevenção

No ano anterior, a Secretaria Municipal de Saúde notificou 9.317 casos de diarreia aguda, com maior concentração em pessoas acima de 10 anos. Somente em janeiro de 2025, foram registrados 1.252 episódios, número superior ao observado no primeiro mês deste ano.

O comparativo indica redução nas notificações, mas a Vigilância mantém o monitoramento contínuo para identificar possíveis surtos ou mudanças no padrão epidemiológico.

As principais medidas preventivas incluem consumo de água tratada, higienização das mãos, conservação adequada de alimentos, limpeza de superfícies e atenção a sintomas gripais e gastrointestinais, especialmente em grupos mais vulneráveis.


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