Feira do Livro Usado entra na última semana no estacionamento da Prefeitura de Feira de Santana

A Feira do Livro Usado de Feira de Santana entra na última semana de funcionamento e será encerrada antecipadamente até o fim de semana, antes do prazo inicialmente previsto. Realizado tradicionalmente entre o início de janeiro e a primeira semana de março de 2026, o evento ocorre no estacionamento da Prefeitura de Feira de Santana, onde livreiros comercializam livros didáticos reutilizados com preços reduzidos. A decisão de antecipar o término foi motivada pela programação de outras atividades no local.

A feira reúne vendedores independentes e famílias interessadas em reduzir custos com materiais escolares, oferecendo exemplares para todas as séries de ensino. De acordo com os comerciantes, os descontos podem chegar a até metade do valor de mercado, o que mantém o fluxo de compradores nos últimos dias do evento.

Com a proximidade do encerramento, os organizadores orientam que os consumidores realizem as compras ainda nesta semana, período considerado decisivo para negociação de preços e disponibilidade de títulos.

Mudanças no mercado impactam vendas

Segundo os livreiros, a adoção de módulos didáticos por colégios de grande porte, vendidos diretamente nas instituições e sem possibilidade de reutilização no ano seguinte, tem provocado redução gradual na demanda por livros usados. O modelo limita a circulação de exemplares e diminui o volume de revenda.

A vendedora Nice Soares informou que, neste ano, a presença de estudantes de cidades vizinhas e de estados próximos contribuiu para manter o movimento. Parte dos compradores adquire livros para uso próprio ou para revenda em outros municípios.

Entre os locais citados estão Coração de Maria, Serrinha e Conceição do Coité, onde algumas escolas continuam adotando livros tradicionais, o que favorece a procura por exemplares reutilizados.

Estratégias de venda e novas formas de negociação

Outro fator apontado pelos vendedores é a redução das listas de livros indicadas por colégios de grande porte de Feira de Santana, concentrando a demanda em instituições localizadas em bairros. Esse cenário altera o perfil do público e o volume de títulos negociados.

Além disso, grupos de pais em redes sociais têm realizado trocas e vendas diretas, sem intermediação dos livreiros, o que cria uma alternativa paralela ao comércio presencial da feira. A prática impacta a quantidade de transações no evento físico.

Na estrutura da feira, os profissionais também atuam na compra de exemplares ou no recebimento em consignação, obtendo percentual sobre cada venda concluída, o que amplia as possibilidades de negócio para vendedores e famílias.


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