O governo brasileiro acolheu 54 cidadãos repatriados dos Estados Unidos nesta semana, em ação coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O grupo desembarcou na noite de segunda-feira (16/02/2026) no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), e passou por atendimento inicial para regularização documental e organização do deslocamento aos destinos de origem.
De acordo com a pasta, 51 homens e três mulheres estavam a bordo do voo. Na terça-feira (17/11/2025), os passageiros sem documentação registraram boletim de ocorrência e iniciaram a emissão de passagens para continuidade da viagem em território nacional.
A operação integra o programa Aqui é Brasil, criado para assegurar acolhimento, orientação e suporte logístico a brasileiros repatriados ou deportados, com oferta de serviços essenciais logo após o desembarque.
Atendimento e logística de acolhimento
Após a recepção no aeroporto, parte do grupo foi encaminhada a um hotel credenciado que funciona como estrutura temporária de atendimento humanitário. No local, foram disponibilizados alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial, acompanhamento médico e psicológico, além de orientações administrativas.
Equipes técnicas também realizaram encaminhamentos para transporte interno, viabilizando a conexão com as cidades de origem. O objetivo é reduzir o tempo de permanência em trânsito e garantir segurança no retorno familiar.
O ministério informou que o modelo de atendimento busca padronizar procedimentos, com registro individual, triagem de necessidades específicas e articulação com redes locais de assistência social.
Perfil dos repatriados e histórico do programa
Dados oficiais apontam que a média de idade do grupo é de 38 anos. A maior concentração está entre 40 e 49 anos (40,74%), seguida de 18 a 29 anos (29,63%), 30 a 39 anos (18,53%), 50 a 59 anos (7,41%) e 60 anos ou mais (3,7%).
Desde a criação do programa, no ano passado, foram realizadas 42 operações de repatriação, totalizando mais de 3,4 mil brasileiros atendidos, majoritariamente provenientes dos Estados Unidos.
As ações incluem coordenação com órgãos federais, governos estaduais e serviços municipais, com foco em regularização documental, proteção social e reinserção no local de residência.
Contexto internacional e fluxo migratório
O fluxo de retornos ocorre em meio a mudanças nas políticas migratórias internacionais, que ampliaram fiscalizações e procedimentos de deportação. Nesse cenário, o governo brasileiro mantém operações periódicas de recepção estruturada, com planejamento de voos e equipes de apoio.
Segundo o MDHC, a estratégia busca evitar vulnerabilidades imediatas após o desembarque, especialmente para pessoas sem recursos financeiros ou documentos válidos.
O ministério informou que novas ações poderão ser programadas conforme a demanda, mantendo o modelo de acolhimento padronizado nas próximas operações.
*Com informações da Sputnik News.










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