Na quarta-feira (11/02/2026), a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) registrou nova máxima histórica, com o Ibovespa encerrando aos 189.699 pontos, alta de 2,03%. Durante a tarde, o índice superou 190 mil pontos em diversos momentos, mas desacelerou nos minutos finais de negociação. O mercado acumula alta de 17,52% em 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capitais estrangeiros em ações brasileiras.
Entre os papéis mais valorizados estiveram empresas de financeiro, commodities e tecnologia, segmentos que receberam maior volume de investimento externo. O movimento reforça a atratividade do Brasil para investidores internacionais diante do cenário global de juros elevados nos Estados Unidos.
O dólar comercial registrou queda de 0,18%, cotado a R$ 5,187, menor valor em 21 meses. A divisa estadunidense iniciou o dia acima de R$ 5,20, mas foi pressionada pelo fluxo de recursos para países emergentes, incluindo o Brasil, e acumulou queda de 5,5% em 2026.
Impacto dos dados econômicos dos EUA
A queda do dólar ocorre apesar da divulgação de que a economia dos Estados Unidos gerou 130 mil empregos em janeiro, quase o dobro da projeção de 70 mil. O resultado reduz a expectativa de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), mas não impediu o movimento de fuga de recursos para mercados emergentes.
Além do real, moedas como o peso mexicano, peso chileno e peso colombiano se valorizaram frente ao dólar, refletindo o fluxo de capital externo em busca de retornos mais altos e menor volatilidade em países emergentes.
Segundo analistas, a combinação de entrada de investimentos estrangeiros e desempenho positivo das empresas listadas na B3 explica o recorde do Ibovespa e a valorização do real, demonstrando confiança no mercado brasileiro mesmo diante do cenário global de juros altos.
Perspectivas para o mercado
O mercado financeiro projeta manutenção de fluxo de capital externo nos próximos meses, com potencial para novas máximas no Ibovespa. Investidores acompanham também indicadores internacionais, principalmente os dados de emprego e decisões do Fed, que podem influenciar os fluxos cambiais e a valorização do real.
O desempenho do Ibovespa e a queda do dólar fortalecem a posição do Brasil entre os mercados emergentes mais atrativos para investimentos, com expectativa de continuidade do crescimento dos principais índices acionários.
*Com informações da Agência Brasil.










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