O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece em 74 arquivos do conjunto de documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) sobre o caso Jeffrey Epstein. As citações foram identificadas em levantamento mencionado por veículos internacionais e não apresentam provas, acusações formais ou indícios de envolvimento. A divulgação integra um acervo superior a 3,5 milhões de registros liberados ao público.
Segundo os dados, as menções podem incluir referências indiretas, duplicações de conteúdo ou simples registros administrativos, padrão recorrente em bases documentais de grande volume. Especialistas em análise de arquivos judiciais afirmam que a presença nominal isolada não caracteriza participação em ilícitos.
Na sexta-feira (30/01/2026), o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, anunciou o encerramento do processo de divulgação dos materiais relacionados à investigação dos crimes de tráfico sexual atribuídos ao financista Jeffrey Epstein, que morreu em 2019.
Menções identificadas nos documentos
Entre os registros citados está uma mensagem atribuída ao estrategista político Steve Bannon, com a frase: “precisamos manter a questão do Jair nos bastidores”. Também aparece a sigla “MBGA”, interpretada como “Make Brazil Great Again” (“Tornar o Brasil Grande de Novo”).
Os arquivos, contudo, não apresentam contexto adicional que permita estabelecer relação direta entre o conteúdo da mensagem e qualquer conduta irregular. Não há, nos documentos divulgados, descrição de investigação formal envolvendo Bolsonaro.
O levantamento ressalta que grandes bases de dados podem repetir nomes em diferentes cópias de e-mails, listas ou anexos, o que pode inflar a contagem de citações sem indicar fatos novos.
Dimensão do acervo do caso Epstein
O material divulgado pelo DOJ reúne milhões de páginas, e-mails, registros de viagem, contatos telefônicos e documentos judiciais, referentes à apuração das atividades de Epstein e de pessoas ligadas ao seu círculo social e financeiro.
A estratégia de transparência adotada pelo governo norte-americano buscou ampliar o acesso público às informações, permitindo que pesquisadores, jornalistas e advogados analisassem o conteúdo de forma independente.
Autoridades americanas reforçaram que nomes presentes nos arquivos não devem ser interpretados automaticamente como suspeitos ou investigados, já que muitos registros correspondem apenas a contatos, agendas ou referências circunstanciais.
Encerramento da divulgação
Com o anúncio do fim da liberação, o DOJ informou que todo o material considerado publicável já foi disponibilizado, totalizando mais de 3,5 milhões de documentos.
O encerramento marca a conclusão da fase de transparência administrativa do caso, que ainda gera repercussões políticas e jurídicas em diferentes países devido ao alcance internacional das relações mantidas por Epstein.
Até o momento, não há processos, acusações ou investigações oficiais nos Estados Unidos relacionadas ao ex-presidente brasileiro com base nos arquivos divulgados.
*Com informações da Sputnik News.











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