A ex-treinadora da Seleção Feminina dos Estados Unidos, Jill Ellis, afirmou que a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que será realizada no Brasil, deve ampliar o nível técnico e a competitividade entre as seleções. A dirigente ressaltou o papel do país como anfitrião e avaliou que o torneio poderá registrar surpresas no desempenho das equipes.
As declarações foram dadas durante agenda institucional da entidade. Ellis relembrou as campanhas vitoriosas com os Estados Unidos e analisou os desafios de manter desempenho elevado ao longo de ciclos consecutivos.
Bicampeã mundial como técnica, a dirigente comandou as conquistas de 2015 e 2019 e atualmente ocupa o cargo de Diretora de Futebol da FIFA, função voltada ao planejamento estratégico e ao desenvolvimento global da modalidade feminina.
Títulos mundiais e bastidores das campanhas
Ellis liderou os Estados Unidos aos títulos da Copa do Mundo Feminina da FIFA Canadá 2015 e da Copa do Mundo Feminina da FIFA França 2019, consolidando a equipe como referência internacional. Segundo ela, as conquistas foram resultado de preparação técnica, gestão de elenco e integração entre comissão e atletas.
A treinadora destacou que os momentos mais marcantes envolveram o convívio diário com as jogadoras, reuniões táticas e decisões operacionais durante o torneio. Para Ellis, o desempenho coletivo foi determinante para a manutenção da regularidade competitiva.
Entre as atletas orientadas por ela estão nomes como Abby Wambach, Megan Rapinoe, Carli Lloyd, Alex Morgan e Hope Solo, que integraram os elencos campeões.
Gestão de pressão e cultura competitiva
Questionada sobre a pressão por resultados, Ellis afirmou que a seleção norte-americana atua sob expectativa constante devido ao histórico de títulos. A estratégia adotada priorizou foco no desempenho interno e metas técnicas, em vez de projeções externas.
De acordo com a dirigente, o grupo foi preparado para competir em ambiente de alta exigência, com avaliações frequentes e disputa por posições. Esse modelo buscou manter intensidade e reduzir acomodação após conquistas anteriores.
Ela também destacou que a manutenção do sucesso exige renovação de objetivos. A comissão técnica trabalhou com a ideia de “atacar o próximo título”, evitando postura defensiva na tentativa de preservar troféus já conquistados.
Expectativas para o Mundial de 2027
Sobre a edição de 2027, Ellis avaliou que o torneio no Brasil deve ampliar a visibilidade do futebol feminino. A dirigente citou o país-sede como mercado relevante para o esporte e mencionou o crescimento do número de seleções competitivas.
Entre as candidatas ao título, apontou a Seleção Feminina da Espanha, atual campeã, a Seleção Feminina do Brasil, por atuar em casa, a Seleção Feminina da Inglaterra, a Seleção Feminina da França e os Estados Unidos, tradicionais em competições internacionais.
Ellis acrescentou que federações em desenvolvimento também podem alcançar resultados relevantes, citando como exemplo a Seleção Feminina do Marrocos, que registrou evolução recente em competições globais.
Papel do Brasil como sede
A dirigente afirmou que o Brasil reúne estrutura de estádios, histórico esportivo e público consumidor do futebol. Segundo ela, esses fatores podem influenciar o engajamento do torneio e a presença de torcedores nas partidas.
Ellis declarou que o ambiente local tende a favorecer partidas com maior intensidade e apoio das arquibancadas. A expectativa da FIFA é de ampliação do alcance internacional da competição.
Para a executiva, a combinação entre calendário ampliado, maior número de seleções e investimento institucional deve consolidar a edição de 2027 como etapa de expansão do futebol feminino em escala global.










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