A cantora Juliana Ribeiro marcou presença em diferentes circuitos do Carnaval de Salvador ao celebrar 25 anos de carreira com uma sequência de apresentações musicais e participações institucionais. A artista integrou a abertura oficial da festa, comandou bloco tradicional, realizou shows temáticos e participou de cortejo de mobilização social, consolidando agenda contínua ao longo dos dias de programação.
Na quinta-feira de Carnaval, Juliana participou da cerimônia de abertura no Campo Grande, em espetáculo transmitido ao vivo pela TVE Bahia. A apresentação reuniu artistas ligados ao samba e contou com direção musical compartilhada, reunindo repertório voltado à valorização de matrizes afro-brasileiras e da tradição carnavalesca.
No palco, a cantora dividiu o pranchão com nomes do gênero, como Nelson Rufino, As Ganhadeiras, Gal do Beco, Edil Pacheco, Chocolate da Bahia e Walmir Lima, compondo o elenco da abertura oficial do evento.
Abertura oficial reúne artistas do samba
O espetáculo marcou o início da programação do circuito Osmar, no Campo Grande, com foco em repertório histórico do samba baiano. A participação de Juliana integrou a proposta de reconhecer trajetórias consolidadas da música local.
A apresentação teve acompanhamento de banda ao vivo e blocos temáticos, com transmissão televisiva para ampliar o alcance do público. A artista classificou o momento como um reconhecimento da trajetória construída ao longo de duas décadas e meia.
A abertura institucional é tradicionalmente destinada a artistas representativos do cenário musical baiano, inserindo o show na agenda oficial do calendário da festa.
Bloco Alerta Geral percorre a avenida
Ainda na quinta-feira, Juliana reassumiu o comando do Bloco Alerta Geral, agremiação ligada ao samba, conduzindo o desfile no circuito com repertório centrado em clássicos do gênero.
A cantora foi a única mulher à frente do bloco, que contou com participações de grupos e músicos convidados, promovendo um encontro entre artistas do eixo Rio–Bahia. O cortejo reuniu foliões e percorreu a avenida com estrutura de trio e banda.
O desfile integrou a programação noturna do circuito e manteve a tradição do bloco, que atua como espaço de difusão do samba no Carnaval da capital baiana.
Show “As Saideiras” no Pelourinho
No sábado, Juliana apresentou o projeto “As Saideiras” no Pelourinho, com repertório voltado a canções associadas a encerramentos de festas populares e sambas de roda.
O setlist incluiu composições de diferentes períodos da música brasileira, reunindo obras de autores como Chiquinha Gonzaga, Moraes Moreira e Gilberto Gil, além de canções populares incorporadas ao imaginário carnavalesco.
A apresentação ocorreu em praça pública, com acesso gratuito, reunindo moradores, turistas e público espontâneo do centro histórico.
Participação em bloco de mobilização social
Na segunda-feira, a artista participou da tradicional Mudança do Garcia, liderando o bloco XÔ Assédio, iniciativa idealizada pela vereadora Aladice Souza. O cortejo tem foco em mensagens de enfrentamento ao assédio e defesa de direitos das mulheres.
O desfile utilizou microtrio elétrico e contou com foliões fantasiados, ocupando o Campo Grande com apresentações musicais e manifestações temáticas. A participação reforçou o caráter social do Carnaval, integrando cultura e mobilização pública.
A agenda ampliou a presença da cantora para além dos palcos principais, incorporando ações comunitárias e de conscientização.
Encerramento em bairro da capital
O encerramento ocorreu no bairro Nordeste de Amaralina, com nova apresentação do show “As Saideiras”, promovida pela prefeitura local. A estrutura contou com banda completa e produção técnica para atender ao circuito de bairro.
A iniciativa integra a política de descentralização cultural do Carnaval, levando atrações para áreas residenciais fora dos circuitos centrais. O evento ampliou o contato com novos públicos e moradores da região.
Com apresentações distribuídas entre abertura oficial, blocos tradicionais, shows temáticos e ações sociais, Juliana Ribeiro encerrou o Carnaval com programação contínua, associando celebração artística e participação comunitária.








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