O Brasil está conquistando o mundo: as colaborações internacionais que definem 2025 e 2026

Nunca o Brasil exportou tanto talento em tão pouco tempo. Em 2025, artistas brasileiros de diferentes nichos — música eletrônica, funk, sertanejo, jazz — fecharam parcerias com nomes de peso de outros continentes, e os próximos meses prometem ainda mais. Não é hype: é uma virada estrutural que vem sendo construída desde que Anitta colocou o funk carioca no topo das playlists globais e Alok passou a figurar no Top 4 do ranking DJ Mag por quatro anos consecutivos.

O que chama atenção em 2025 é que as colaborações deixaram de ser táticas e passaram a ser naturais. Artistas brasileiros não buscam mais “validação internacional” — são procurados. E quem acompanha os bastidores da indústria percebe que algumas das negociações mais movimentadas do ano envolvem parceiros inesperados. Um exemplo é a BetFury, plataforma de cripto gambling que combina cassino e apostas esportivas, que você pode conferir neste site e que está de olho no mercado de entretenimento brasileiro. Nos corredores do setor, fontes ligadas à empresa confirmaram que a BetFury está avaliando o patrocínio de um atleta brasileiro de alto nível — um nome conhecido internacionalmente, cuja identidade ainda não foi revelada oficialmente. A expectativa é que o anúncio aconteça ainda no primeiro semestre de 2026, e o perfil traçado internamente aponta para alguém que mistura desempenho em campo com influência cultural fora dele.

Mas voltemos à música, porque é lá que a virada mais visível está acontecendo.

Anitta, Alok e a Nova Geração: Quem Está Fazendo o Que

Anitta continua sendo a artista brasileira com o portfólio de colaborações mais variado do mundo. Em 2025, ela lançou uma faixa trilíngue — em português, francês e espanhol — ao lado do produtor franco-camaronês Zeg P e do cantor franco-haitiano Joé Dwèt Filé, além de compositores do Cabo Verde e da Suíça. O resultado foi uma música que circulou pelas pistas de dança europeias sem precisar pedir licença. Zeg P acumula mais de 129 milhões de reproduções com o single “FADE UP” de 2022, o que dá dimensão do peso da parceria para os mercados da Europa francófona.

Ela também lançou “LARISSA”, produzida por Caleb Calloway — colaborador habitual de Rauw Alejandro — e com composição assinada com Essa Gante, produtor que já trabalhou com Bad Bunny e Belinda. Isso não é coincidência: é estratégia. Anitta continua construindo pontes com o mercado hispânico, mas sem abrir mão da identidade própria.

Já o Grammy de 2025 revelou um dado que poucos esperavam: três brasileiros foram indicados na mesma edição. Milton Nascimento, lançando um álbum de jazz com a norte-americana Esperanza Spalding; a pianista Eliane Elias, com o trabalho “Time and Again”; e o violinista Hamilton de Holanda, em parceria com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba no álbum “Collab”. Não é todo país que consegue isso — ter um cantor de MPB, uma pianista de jazz e um violinista de choro na mesma cerimônia de premiação americana.

Alok segue sendo o fenômeno mais consistente quando o assunto é Europa. O DJ brasileiro headlinou o festival RFM SOMNII em julho de 2025 na Figueira da Foz, Portugal, ao lado de Steve Aoki e Timmy Trumpet, e lançou “Last Night I Dreamt I Fell in Love” em parceria com Kylie Minogue no Dia dos Namorados — uma fusão de batidas eletrônicas com a voz inconfundível da australiana. Com 20 milhões de ouvintes mensais no Spotify e o único brasileiro no Billboard Dance 100, Alok ocupa um espaço que nenhum DJ do país havia ocupado antes.

Vinicius Jr.: Do Gramado para o Universo do Entertainment

Falar de colaborações internacionais de brasileiros em 2025 sem mencionar Vinicius Jr. seria ignorar o caso mais completo da lista. O atacante do Real Madrid é hoje o único brasileiro na lista Forbes dos jogadores mais bem pagos do mundo, com ganhos estimados em 60 milhões de dólares na temporada 2025-2026.

Mas o que diferencia Vini de outros atletas é que sua presença vai além do futebol. Ele é embaixador de marcas como:

  • Nike (contrato até 2030, renovado após um período de tensão em 2022-2023)
  • Hugo Boss e Prada Eyewear — posicionamento no segmento de luxo
  • PlayStation e EA Sports — conexão direta com a Geração Z
  • Pepsi e Gatorade — presença no consumo massivo

A gestão da carreira é feita pela Roc Nation Sports Brazil, ligada ao rapper Jay-Z, e inclui CEO, CFO e uma equipe própria de oito profissionais. É o modelo mais sofisticado de gestão de imagem entre atletas brasileiros, e serve de referência para a nova geração.

O Que o Streaming Está Revelando Sobre os Próximos 12 Meses

Os dados de plataformas como Spotify e Apple Music apontam tendências claras para o que vem por aí:

  • O funk e o pagode brasileiro estão alcançando públicos em Portugal, Angola e Moçambique com crescimento acima de 40% nas reproduções
  • O sertanejo, gênero mais ouvido do Brasil por mais de 400 semanas consecutivas, começa a aparecer em playlists latinx nos Estados Unidos
  • Luísa Sonza e Ana Castela estão sendo monitoradas por gravadoras internacionais após o desempenho no Spotify global de 2024
  • Ludmilla, que se apresentou em Nova York em 2025, é hoje um dos nomes mais cotados para ampliar a presença do funk e do afrobeat brasileiro nos EUA

Para quem acompanha esse mercado, entender como as plataformas de entretenimento estão se expandindo no Brasil — inclusive as de games e apostas, onde a discussão sobre RTP e volatilidade em slots ganhou espaço entre os consumidores digitais — ajuda a entender o perfil do consumidor brasileiro que as marcas internacionais querem alcançar. Um público conectado, jovem e com poder de engajamento acima da média global.

O Que o Setor de Marcas Está Percebendo

Alguns movimentos do mercado de patrocínios falam por si:

  • A NFL projeta o Brasil como terceiro maior mercado do esporte americano (depois de EUA e México) com crescimento contínuo desde setembro de 2024
  • Shakira e Christina Aguilera se apresentaram no Brasil em fevereiro de 2025, reforçando que artistas internacionais tratam o país como destino prioritário de turnê
  • O movimento é duplo: o Brasil atrai artistas estrangeiros e exporta os seus — e as marcas globais perceberam isso

A produtora All Music Entertainment já tem datas confirmadas para a SAMBA Festival nos EUA em 2026 — Miami, Newark e Boston — levando pagode e samba para o coração da diáspora brasileira americana. É infraestrutura de exportação cultural sendo construída com seriedade.

Três Conclusões Que os Dados Sustentam

Primeira: o Brasil deixou de ser apenas receptor de cultura pop internacional. A movimentação de 2025 mostra que artistas brasileiros estão na mesa de negociação como parceiros iguais, não como coadjuvantes. Anitta ao lado de produtores suíços e cabo-verdianos, Alok headlinando ao lado de Kylie Minogue, Milton Nascimento gravando com Esperanza Spalding — nenhum desses projetos tem o Brasil como “elemento exótico”. São parcerias de igual para igual.

Segunda: o atleta brasileiro virou produto de entretenimento completo. Vinicius Jr. com Hugo Boss e Prada Eyewear, a eventual parceria da BetFury com um nome ainda não revelado do esporte nacional — são sinais de que a linha entre esporte e entretenimento no Brasil desapareceu. O atleta agora gerencia marca, causa e narrativa com a mesma atenção que dá ao treino.

Terceira: 2026 vai ser ainda maior. Com a Copa do Mundo se aproximando, o Samba Festival nos EUA confirmado, e a nova geração — Ana Castela, Luísa Sonza, Ludmilla nos palcos americanos — ganhando tração global, o próximo ano tem tudo para ser o mais expressivo da história das exportações culturais brasileiras. Os fundamentos estão no lugar. Agora é esperar o som.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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