A Petrobras encerrou o ano com a maior produção de petróleo e gás de sua história, impulsionada pelo avanço do pré-sal, pela entrada de novas plataformas FPSO e pelo aumento da capacidade instalada em campos estratégicos. Dados divulgados terça-feira (10/02/2026) indicam que a companhia atingiu quase 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ampliando simultaneamente exportações e reposição de reservas.
O desempenho operacional ocorreu mesmo com paradas programadas para manutenção e com o declínio natural de campos maduros, fatores compensados pela expansão da produção na Bacia de Santos. A estatal informou ter superado as metas estabelecidas para o período.
Com maior volume disponível, a empresa também registrou crescimento nas vendas externas, consolidando o ano como o mais elevado em exportações de petróleo desde o início das medições.
Produção anual e desempenho do pré-sal
A produção média anual própria atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 11% na comparação anual. No quarto trimestre, a produção total chegou a 3,081 milhões de boe/d, avanço de 18,6% frente ao mesmo período de 2024.
Na comparação com o terceiro trimestre, houve queda de 1,1%, atribuída a intervenções técnicas em plataformas da Bacia de Campos, como Marlim e Voador. Parte do impacto foi compensada pelo aumento da produção em unidades da Bacia de Santos.
O pré-sal respondeu por 82% do total produzido no quarto trimestre, com média anual de 2,45 milhões de boe/d, crescimento de 11,4%. O campo de Búzios superou 1 milhão de barris por dia em outubro e alcançou capacidade instalada de 1,15 milhão de bpd, consolidando-se como principal polo produtivo da estatal.
Novas plataformas e expansão de capacidade
A Petrobras ampliou a produção com a entrada de novas unidades flutuantes. A FPSO Almirante Tamandaré, considerada a maior plataforma instalada no país, produz cerca de 240 mil barris por dia.
Outra unidade, a plataforma P-79, foi integrada ao campo de Búzios e deverá acrescentar 180 mil barris diários à capacidade total. A companhia também destacou o desempenho das FPSOs Marechal Duque de Caxias e outras unidades em operação na Bacia de Santos.
Segundo a estatal, o reforço estrutural tem como objetivo manter estabilidade operacional, elevar eficiência e reduzir impactos de manutenções programadas no volume final produzido.
Reservas e exportações em alta
Mesmo com produção elevada, a empresa registrou 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente adicionados às reservas em 2025, alcançando Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 175%. A relação entre reservas provadas e produção ficou em 12,5 anos, indicador utilizado para medir sustentabilidade do portfólio.
As exportações médias atingiram 765 mil barris por dia, crescimento de 27% no ano. No quarto trimestre, o volume chegou a cerca de 1 milhão de barris por dia, o maior patamar trimestral já registrado.
A China permaneceu como principal destino do petróleo brasileiro, enquanto a Índia ampliou participação e se aproximou da Europa no ranking de compradores. A Petrobras atribui os resultados à otimização logística, diversificação de clientes e ganhos operacionais.
*Com informações da Agência Brasil.










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