A fronteira entre Quênia e Somália será reaberta em abril, após 15 anos de fechamento, conforme anúncio feito pelo presidente William Ruto, quinta-feira (12/02/2026). A decisão prevê a retomada da circulação de moradores e do comércio em áreas que estavam isoladas desde 2011.
O bloqueio havia sido adotado em razão do aumento da atividade do grupo armado Al‑Shabab, que atua na Somália e em regiões próximas à fronteira leste queniana. A medida afetou comunidades locais e interrompeu fluxos econômicos entre os dois países do leste africano.
Com a reabertura, o governo queniano pretende restabelecer a conectividade regional, facilitar o trânsito legal e estimular o intercâmbio comercial, sob monitoramento das autoridades de segurança.
Contexto do fechamento e impactos regionais
O fechamento foi determinado em 2011, quando ações do Al-Shabab elevaram o risco de ataques e deslocamentos irregulares na faixa de fronteira. Desde então, postos de travessia permaneceram suspensos, limitando deslocamentos familiares e atividades comerciais.
Cidades fronteiriças, como Mandera, registraram impactos diretos, com redução de circulação de mercadorias e dificuldades para reencontro de parentes residentes do outro lado da divisa.
Segundo o governo queniano, o isolamento prolongado comprometeu cadeias locais de abastecimento e serviços básicos dependentes do fluxo regional.
Anúncio oficial e medidas de segurança
Durante o comunicado, William Ruto afirmou que a reabertura busca integrar novamente as comunidades fronteiriças e fortalecer a economia local. O presidente também solicitou a colaboração da população no envio de informações às autoridades para prevenir o uso irregular da fronteira.
As forças de segurança devem reforçar a vigilância nos pontos de travessia, com controle migratório e fiscalização de cargas. A intenção é equilibrar mobilidade com prevenção de atividades criminosas.
Tentativas anteriores de retomada, discutidas em 2022, não avançaram por falta de consenso político e preocupações com a estabilidade regional.
Relações bilaterais e perspectivas econômicas
A reativação do posto fronteiriço representa um passo para normalizar as relações diplomáticas e comerciais entre Quênia e Somália. A expectativa oficial é de retomada do comércio informal e formal, transporte de mercadorias e circulação de trabalhadores.
Especialistas apontam que a integração pode reduzir custos logísticos, ampliar mercados locais e incentivar investimentos em infraestrutura de transporte.
A implementação ocorrerá de forma gradual, com cronograma definido pelas autoridades de ambos os países.
*Com informações da Sputnik News.










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