A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana (SMS), por meio da Vigilância de Controle Epidemiológico, realizou capacitação técnica sobre enfrentamento da MPox e padronização de procedimentos assistenciais, direcionada a enfermeiros e técnicos de enfermagem das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais, na segunda-feira (23/02/2026). O objetivo foi qualificar as equipes para identificação precoce, acolhimento, testagem e manejo clínico de possíveis casos, fortalecendo a resposta da rede pública.
O treinamento foi conduzido pelas enfermeiras Rafaela Campos e Vânia Freitas, referências técnicas da Vigilância Epidemiológica. Durante a atividade, foram apresentados protocolos clínicos, fluxos de atendimento, critérios para testagem, acolhimento e condutas padronizadas, com foco na uniformização das práticas entre as unidades.
Também participou o biomédico Antônio Mário, responsável por detalhar procedimentos corretos para coleta de exames laboratoriais, orientando os profissionais sobre técnicas, armazenamento e encaminhamento das amostras, além de esclarecer dúvidas operacionais.
Organização da rede e preparo das equipes
A capacitação contou com a presença da chefe da Divisão de Controle Epidemiológico, Verena Leal, que ressaltou a necessidade de atualização permanente das equipes de saúde para garantir respostas rápidas diante de eventuais notificações.
Segundo a gestora, a estratégia municipal prioriza atuação preventiva, alinhamento de protocolos e monitoramento contínuo do cenário epidemiológico, evitando ações tardias diante de possíveis ocorrências. A iniciativa integra o planejamento de vigilância ativa adotado pela rede pública.
A orientação institucional é que todas as unidades mantenham fluxos definidos para triagem, atendimento e encaminhamento de casos suspeitos, assegurando segurança assistencial e redução de riscos de transmissão.
Sintomas, transmissão e prevenção da MPox
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, informou que a MPox é uma doença viral que pode iniciar com sintomas inespecíficos, como febre, cansaço, dores no corpo e aumento de gânglios linfáticos. Com a evolução, podem surgir lesões cutâneas, bolhas e feridas crostosas.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele e pelo compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas apresentados pelo paciente, conforme avaliação clínica.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão higienização frequente das mãos, não compartilhamento de objetos pessoais e evitar contato com pessoas com sinais compatíveis com a doença, além da procura por atendimento em caso de suspeita.








Deixe um comentário