A superlotação no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) e as condições de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) vinculada à unidade foram temas de debate na Câmara Municipal de Feira de Santana nesta quinta-feira (19/03/2026). Vereadores da oposição defenderam a construção de novos hospitais como alternativa para reduzir a demanda sobre o HGCA, ao mesmo tempo em que parlamentares relataram problemas estruturais e operacionais no atendimento à população.
Segundo os edis, o hospital estadual atende pacientes de Feira de Santana e de diversos municípios da região, o que contribui diretamente para o cenário de superlotação. A proposta de criação de um Hospital Municipal e de uma unidade especializada em ortopedia foi apresentada como medida para descentralizar os atendimentos.
O vereador Professor Ivamberg (PT) afirmou que a direção do HGCA realiza trabalho positivo, apesar das críticas. Ele destacou que a unidade atende cerca de 130 municípios e reforçou que a solução passa pela ampliação da rede municipal de saúde.
Propostas para ampliar a rede de saúde
Parlamentares da oposição apontaram que a ausência de uma estrutura municipal robusta contribui para a sobrecarga do hospital estadual. O vereador Luiz da Feira (PP) destacou que a falta de atendimento ortopédico nas UPAs municipais faz com que pacientes com fraturas sejam encaminhados diretamente ao HGCA.
Durante pronunciamento, ele explicou que a unidade conta com duas diretoras com funções distintas, sendo uma responsável pelo diálogo institucional e outra pela condução médica. O edil afirmou que tenta uma reunião com a direção há mais de 30 dias, mas a superlotação tem dificultado o contato.
Além disso, Luiz da Feira defendeu que a construção de um Hospital Municipal e de uma unidade ortopédica permitiria reduzir a pressão sobre o HGCA e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.
Denúncias de superlotação e falhas na UPA
O vereador Ron do Povo (PP) denunciou problemas no atendimento da UPA do Clériston Andrade. Segundo ele, durante visita realizada na quinta-feira (19/03/2026), foi constatado que havia apenas um funcionário administrativo atendendo pacientes, em meio a um cenário de superlotação.
O parlamentar relatou a presença de pacientes em cadeiras de rodas, macas nos corredores e pessoas deixando a unidade sem atendimento. Ele também afirmou que ambulâncias do Samu permaneciam paradas por falta de macas disponíveis, o que impediria novos atendimentos externos.
De acordo com o vereador, profissionais informaram que o deslocamento das ambulâncias depende da liberação de espaço interno. Ele sugeriu que o problema poderia ser amenizado com mais macas e ampliação de salas de atendimento.
Críticas à gestão e falta de diálogo
Ron do Povo também criticou a relação entre a direção da unidade e os vereadores, afirmando que não há diálogo para discutir soluções. Ele destacou que o secretário municipal de Saúde atende todos os parlamentares, mas que a mesma abertura não ocorre na unidade hospitalar.
O presidente da Câmara, vereador Marcos Lima (União), também criticou a gestão do HGCA. Segundo ele, houve mudanças negativas no atendimento desde a atual direção, incluindo aumento na demanda do sistema de regulação.
O parlamentar afirmou que há problemas de comando e gestão administrativa, além de divergências internas que impactam o funcionamento do hospital. Para ele, a falta de diálogo atinge não apenas os vereadores, mas também a população.











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