O conflito no Oriente Médio entrou em uma nova fase militar nesta sexta-feira (06/03/2026) após Israel iniciar ataques em larga escala contra o Irã e intensificar bombardeios no Líbano. Segundo o exército israelense, as operações têm como alvo infraestruturas estratégicas ligadas ao regime iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades iranianas, enquanto ataques também atingiram regiões próximas a Beirute, ampliando a escalada militar na região.
A ofensiva ocorre após o chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, declarar na quinta-feira (05/03/2026) que a guerra entra em uma nova etapa operacional. Paralelamente, o Irã respondeu com disparos de mísseis e drones contra alvos israelenses, incluindo a região de Tel Aviv.
Autoridades iranianas também informaram que ataques israelenses provocaram mortes em diferentes cidades, enquanto forças militares do país afirmaram estar preparadas para um possível confronto terrestre com adversários internacionais.
Ataques israelenses atingem Teerã e outras cidades iranianas
Relatos divulgados por veículos de comunicação iranianos indicam que explosões foram registradas durante a madrugada em diferentes bairros de Teerã, especialmente nas regiões leste e oeste da capital. A emissora estatal Irib confirmou que os bombardeios ocorreram em diversos pontos da cidade.
De acordo com o exército israelense, os ataques fazem parte de uma ofensiva direcionada à infraestrutura militar e estratégica iraniana. Segundo correspondentes internacionais presentes no país, bases militares e delegacias estavam entre os possíveis alvos, embora áreas residenciais também tenham sido afetadas.
Moradores relataram movimentação de aeronaves militares antes das explosões. Parte da população deixou a capital e seguiu para cidades menores ou regiões rurais. Mesmo com a escalada militar, comércios permanecem abertos em algumas áreas e serviços essenciais seguem operando.
Irã reage com mísseis e amplia capacidade ofensiva
No sétimo dia da guerra, forças iranianas anunciaram novos disparos de mísseis em direção a Tel Aviv, após explosões registradas na cidade na noite de quinta-feira (05/03/2026). Até o momento, não houve confirmação oficial de vítimas nesses ataques.
A Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, informou que pretende utilizar armamentos de maior poder destrutivo nas próximas etapas do conflito. Segundo a corporação, aproximadamente dois mil drones e cerca de 600 mísseis foram utilizados desde o início da guerra.
Outros países do Oriente Médio também registraram incidentes militares. Arábia Saudita e Catar afirmaram ter interceptado drones e mísseis iranianos direcionados a bases aéreas, enquanto no Bahrein edifícios foram atingidos, incluindo um hotel.
Bombardeios atingem Beirute e ampliam frente de combate no Líbano
No Líbano, ataques israelenses atingiram seis localidades no sul do país durante a noite, segundo a agência oficial de notícias Ani. Bombardeios adicionais foram registrados no vilarejo de Dours, no leste.
Correspondentes internacionais relataram que a madrugada foi considerada uma das mais intensas para moradores da capital Beirute desde o início da guerra, afetando uma população estimada em cerca de dois milhões de pessoas.
Na periferia da cidade, vias amanheceram cobertas por destroços e fumaça ainda era visível em edifícios atingidos. O governo libanês informou que ao menos 123 pessoas morreram desde o início da ofensiva israelense no país.
Em paralelo, Israel ordenou o avanço de tropas terrestres no sul do Líbano, com o objetivo de ampliar sua zona de controle na região de fronteira. Em resposta, o grupo Hezbollah emitiu ordens de evacuação para localidades israelenses próximas à fronteira e reivindicou ataques com artilharia contra posições militares.
Conflito envolve Estados Unidos e aumenta tensão regional
Autoridades iranianas afirmaram que drones militares atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, posicionado na região do Golfo. A alegação foi divulgada pela televisão estatal do país, mas não houve confirmação oficial por parte das forças armadas dos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país está preparado para enfrentar uma possível invasão terrestre, classificando essa hipótese como um cenário negativo para adversários militares.
Araghchi também afirmou que o Irã não pretende negociar um cessar-fogo neste momento e reiterou que o país não busca fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, embora essa possibilidade não esteja descartada caso o conflito se intensifique.
Declarações políticas ampliam debate sobre futuro do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considerar o envio de tropas terrestres ao Irã neste momento seria “uma perda de tempo”. Em entrevista à emissora NBC News, o líder norte-americano declarou que o governo acompanha o conflito e avalia cenários estratégicos.
Trump também afirmou que gostaria de ver mudanças na estrutura de liderança iraniana, indicando que a comunidade internacional busca alternativas para o futuro político do país.
As declarações ocorrem após a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, registrada em um ataque militar conjunto realizado dias antes, segundo informações divulgadas durante o conflito. A sucessão no comando do país passou a ser um dos temas centrais nas discussões geopolíticas relacionadas à guerra.
*Com informações da RFI.










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