A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26/03/2026), a Operação Narco Azimut, com o objetivo de aprofundar investigações sobre uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação inclui o cumprimento de 26 mandados de busca, apreensão e prisão temporária, além do bloqueio de bens.
Os mandados estão sendo executados em cidades de São Paulo e Santa Catarina, incluindo a capital paulista, Santos, Ilhabela, Taboão da Serra e Balneário Camboriú.
A operação mobiliza 60 agentes federais, que atuam simultaneamente nos locais identificados durante as investigações.
Investigação aponta uso de empresas e múltiplos meios financeiros
De acordo com a Polícia Federal, a organização investigada utilizava dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos para movimentar valores ilícitos no Brasil e no exterior.
As apurações indicam que empresas eram utilizadas para ocultar a origem dos recursos, caracterizando práticas associadas à lavagem de dinheiro.
A Operação Narco Azimut é um desdobramento de ações anteriores, como a Operação Narco Bet, que já havia identificado indícios do esquema criminoso.
Justiça determina bloqueio de bens e restrições financeiras
Por decisão judicial, foi determinado o sequestro de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 934 milhões, como forma de impedir a continuidade das atividades ilícitas.
Também foram impostas restrições à movimentação empresarial e à transferência de bens, vinculadas aos investigados e às empresas utilizadas no esquema.
As medidas visam preservar recursos e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Operação amplia combate a crimes financeiros
A ação integra estratégias de enfrentamento a crimes financeiros e à atuação de organizações criminosas com atuação nacional e internacional.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise das movimentações financeiras suspeitas.
Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados para subsidiar novas etapas da investigação.
*Com informações da Agência Brasil.











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