Rugby feminino: Brasil busca volta à elite do sevens com destaque de Thalia Costa

O rugby feminino brasileiro entra em fase decisiva no mês de março de 2026 com as últimas etapas da segunda divisão do Circuito Mundial de sevens, modalidade olímpica com sete jogadoras por time. As partidas serão realizadas nos dias 21 e 22 de março, em Montevidéu (Uruguai), no Estádio Charrúa, e nos dias 28 e 29 de março, no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo.

A seleção nacional, conhecida como Yaras, busca classificação entre as quatro melhores equipes da divisão para integrar a primeira divisão do circuito mundial, composta por oito seleções que disputarão o Campeonato Mundial em três etapas: Hong Kong, Valladolid (Espanha) e Bordeaux (França).

Entre as competidoras, a maranhense Thalia Costa se destaca como uma das principais jogadoras do mundo. Eleita para o “Time dos Sonhosna temporada passada, a atleta figura ao lado de profissionais de Nova Zelândia, Austrália e Japão, líderes tradicionais da modalidade.

Desempenho de Thalia Costa

Thalia ocupa atualmente o 14º lugar no ranking histórico de pontuação do circuito, com 127 tries em sete participações. Na temporada anterior, marcou 29 tries em seis etapas, sendo a terceira maior artilheira da competição. A atleta atribui sua velocidade acima de 30 km/h à experiência prévia no atletismo, onde competia nas provas de 100 e 200 metros.

A técnica Crystal Kaua, da Nova Zelândia, destaca a combinação de velocidade e resistência de Thalia, ressaltando que sua performance em campo permite explorar espaços e manter ritmo intenso durante todo o jogo. A adaptação de Thalia ao rugby ocorreu em 2017, sendo convocada para a seleção brasileira dois anos depois.

A irmã gêmea de Thalia, Thalita Costa, também integra a equipe. Ambas reforçam o conjunto tático das Yaras e compartilham experiências esportivas desde a infância, fortalecendo a preparação e o desempenho do time em competições internacionais.

Etapas do circuito e objetivos do Brasil

O desempenho do Brasil na primeira etapa da segunda divisão, em Nairobi (Quênia), nos dias 14 e 15 de fevereiro, foi abaixo do esperado, com apenas uma vitória em cinco jogos, ocupando a sexta e última colocação. O primeiro lugar ficou com a Argentina, seguida por África do Sul, Espanha, China e Quênia.

A expectativa para Montevidéu e São Paulo é que a equipe evolua em estratégia e entrosamento, garantindo a classificação para a elite mundial. O time precisa finalizar entre as quatro melhores seleções da segunda divisão para integrar a primeira divisão e disputar o Campeonato Mundial.

Thalia Costa, bicampeã olímpica (2020 e 2024) e medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile) em 2023, reforça a importância da experiência e liderança em campo, visando guiar as Yaras em busca da classificação histórica e da consolidação do rugby feminino brasileiro.

*Com informações da Agência Brasil.


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