O subsecretário-geral de Assistência Humanitária da ONU, Tom Fletcher, alertou nesta semana que a guerra no Oriente Médio gera perdas de US$ 1 bilhão por dia, enquanto milhões de pessoas sofrem com deslocamentos, choques econômicos e falta de acesso a recursos básicos. O alerta foi feito durante coletiva à imprensa, em que o representante da ONU destacou a necessidade urgente de financiamento humanitário adicional.
Segundo Fletcher, o apelo de US$ 23 bilhões lançado em dezembro para atender 87 milhões de pessoas vulneráveis globalmente foi atendido em apenas um terço. Ele informou que Gaza e Sudão estão entre as áreas com maior urgência, e ainda faltam US$ 14 bilhões para a execução plena do plano de ajuda humanitária.
O subsecretário-geral destacou que o conflito no Oriente Médio já dura 12 dias, com impacto direto em civis, infraestrutura e comércio regional. Fletcher ressaltou que esse custo diário poderia ser usado para salvar milhões de vidas, se redirecionado para ações humanitárias imediatas.
Impactos do conflito e fechamento do Estreito de Ormuz
O fechamento do Estreito de Ormuz em 2 de março (2026), corredor estratégico responsável por 20% do petróleo mundial, intensificou a crise econômica. O subsecretário-geral da ONU afirmou que a medida levou a alta global nos preços de combustíveis, alimentos, energia e fertilizantes, afetando populações além do Oriente Médio.
Fletcher expressou preocupação com a possibilidade de escalada do conflito prejudicar outras rotas de abastecimento, o que teria efeito direto sobre suprimentos humanitários em áreas de extrema necessidade, incluindo a África Subsaariana.
Ele reforçou que a ONU não recuará em sua missão de proteção civil, destacando a prioridade da comunidade internacional em garantir a segurança de civis e da infraestrutura civil, especialmente em regiões afetadas por ataques aéreos e confrontos.
Situação de civis e trabalhadores humanitários
O subsecretário-geral lembrou que 90% das vítimas de ataques no ano anterior eram civis, incluindo trabalhadores humanitários, que devem ser preservados como não combatentes em zonas de conflito.
Tom Fletcher reforçou que assistência humanitária deve ser prioridade, alertando que cada dia de atraso agrava o risco de mortalidade e sofrimento entre as populações mais vulneráveis.
A ONU mantém operações emergenciais em Gaza, Sudão e regiões adjacentes, reforçando o apoio a deslocados e fornecimento de alimentos, água, energia e assistência médica.
Apelo por ação internacional
O subsecretário-geral conclamou os países membros e a comunidade internacional a aumentarem imediatamente os recursos para o plano humanitário, reforçando que US$ 14 bilhões restantes são essenciais para manter operações de socorro, transporte de suprimentos e proteção de civis.
A entidade enfatizou que a crise humanitária no Oriente Médio tem repercussão global, sendo necessário combinar esforços diplomáticos e financeiros para evitar escalada do conflito e impactos econômicos em nível mundial.
*Com informações da ONU News.








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