A pista da base aérea britânica em Akrotiri, no Chipre, foi atingida por um drone não tripulado, segundo autoridades do Reino Unido, na segunda-feira (02/03/2026). O episódio é atribuído ao Irã e provocou danos materiais leves, sem registro de vítimas, levando União Europeia e França a intensificarem articulações diplomáticas e militares para a segurança regional.
A informação foi confirmada pela ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, que declarou que o ataque teve como alvo específico a pista da instalação militar. De acordo com a autoridade, medidas preventivas foram ampliadas no entorno da base.
O presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, relatou que o drone caiu por volta da meia-noite local, causando apenas prejuízos estruturais. A ocorrência é investigada pelas forças de segurança britânicas e cipriotas.
Base estratégica e resposta do Reino Unido
A base de Akrotiri é considerada a maior instalação militar do Reino Unido na região e mantém presença permanente desde a independência do Chipre, em 1960. O local abriga operações aéreas, sistemas de defesa e apoio logístico no Mediterrâneo Oriental.
Nos últimos meses, Londres reforçou a estrutura com sistemas de defesa aérea, drones, radares e caças F-35, ampliando a capacidade de resposta a ameaças externas. A estratégia integra o monitoramento de rotas próximas ao Oriente Médio.
No domingo, o primeiro-ministro Keir Starmer informou que o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a utilizarem bases britânicas em ações defensivas relacionadas ao Irã, destacando que o país não participará de operações ofensivas em território iraniano.
Riscos a cidadãos britânicos e plano de contingência
O governo britânico informou que cerca de 300 mil cidadãos do Reino Unido estão em países do Golfo considerados alvos potenciais. Segundo Yvette Cooper, aproximadamente 102 mil pessoas já se registraram junto às autoridades consulares.
Entre os cadastrados estão turistas, passageiros em trânsito, viajantes a trabalho e residentes permanentes. O monitoramento é feito para facilitar eventual assistência diplomática e logística.
Questionada sobre evacuações, a ministra declarou que “todas as opções possíveis” estão em avaliação, incluindo planos de retirada emergencial caso a situação de segurança se agrave.
União Europeia reforça posição coletiva
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia permanece unida diante de ameaças à estabilidade regional. Em comunicado, destacou que o bloco apoia seus Estados-membros de forma coletiva.
Embora a República do Chipre não tenha sido diretamente atacada, a dirigente reiterou solidariedade institucional e cooperação em segurança. A declaração ocorreu após conversa com o presidente cipriota.
Localizado entre Europa, Ásia e Oriente Médio, o território cipriota mantém posição estratégica e abriga comunidades cipriota grega e cipriota turca, separadas por zona desmilitarizada monitorada por forças internacionais.
França declara prontidão para defesa do Golfo
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, declarou que o país está pronto para participar de ações de defesa coletiva de nações atingidas por ataques iranianos, em conformidade com acordos internacionais.
A manifestação inclui apoio a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia.
O posicionamento reforça a coordenação diplomática europeia diante da escalada de tensões envolvendo o Irã e aliados ocidentais, com foco na proteção de infraestruturas estratégicas e civis.
*Com informações da RFI.








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