A capital baiana registrou 149 bairros com ocorrência de tiroteios ao longo de 2025, conforme levantamento divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado, cenário que levou o vereador Téo Senna a afirmar que “praticamente toda Salvador foi alcançada pela violência armada”. A declaração foi feita sexta-feira (27/02/2026), ao comentar os dados consolidados.
De acordo com o parlamentar, 149 dos 171 bairros da cidade registraram disparos, o que corresponde a 87% do território urbano. Na avaliação apresentada, apenas uma parcela reduzida da capital ficou fora das estatísticas anuais.
Os números indicam 1.104 tiroteios em 365 dias, média superior a três episódios por dia, com impactos diretos na rotina de moradores, trabalhadores, estudantes e comerciantes.
Distribuição dos casos e impacto na rotina
O mapeamento mostra que a violência armada ocorreu de forma distribuída por diferentes regiões da cidade, sem concentração restrita a áreas específicas. A presença de registros em quase todos os bairros evidencia amplitude territorial dos casos.
Segundo o vereador, a frequência diária dos episódios consolida um ambiente de insegurança contínua. Ele argumenta que a repetição dos disparos ao longo do ano impede a normalização das atividades cotidianas e afeta a circulação de pessoas em espaços públicos.
Na manifestação pública, o parlamentar classificou o cenário como resultado de falhas estruturais na gestão da segurança e cobrou revisão de políticas estaduais, com foco em prevenção e redução de confrontos armados.
Participação de forças policiais nos registros
Outro dado apresentado pelo instituto aponta que 662 ocorrências envolveram ações de órgãos de segurança pública, o equivalente a mais da metade do total de tiroteios contabilizados. O indicador sugere participação frequente de operações policiais em situações com disparos.
Para Téo Senna, a presença recorrente de confrontos armados durante intervenções oficiais amplia o risco para moradores, que podem ser atingidos por trocas de tiros. Ele defende estratégias baseadas em inteligência, investigação e planejamento operacional.
O vereador também afirmou que a população permanece exposta a cenários de conflito, independentemente da origem dos disparos, e que a política de segurança deve priorizar redução de letalidade e proteção de civis.
Cobranças por políticas públicas
O parlamentar destacou que apenas 22 bairros não registraram tiroteios, percentual próximo de 12% da cidade, o que, segundo ele, demonstra abrangência do problema. A avaliação é de que a capital enfrenta quadro de tensão permanente.
Entre as propostas defendidas estão ampliação de policiamento preventivo, investimentos em tecnologia, integração entre forças de segurança e programas sociais voltados à redução da criminalidade.
A discussão sobre segurança pública ocorre em meio a debates sobre responsabilidades do poder estadual e municipal na formulação de ações estruturantes para controle da violência armada em Salvador, capital do estado da Bahia.








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