A crescente incidência de animais abandonados e casos de zoonoses em Feira de Santana motivou debate na terça-feira (31/03/2026) na Câmara Municipal de Feira de Santana. O vereador Galeguinho solicitou ao prefeito José Ronaldo a adoção de medidas emergenciais, incluindo a criação de um centro de acolhimento para animais.
Segundo o parlamentar, o problema tem se ampliado em diferentes regiões da cidade, exigindo ações estruturadas para reduzir riscos à saúde pública e garantir o bem-estar animal.
A proposta prevê a implantação de um espaço público voltado ao acolhimento, tratamento e controle populacional de cães e gatos em situação de abandono.
Abandono de animais é registrado em diversos pontos da cidade
De acordo com o vereador, há registros frequentes de abandono em áreas urbanas e institucionais, incluindo o campus da Universidade Estadual de Feira de Santana.
Os animais são deixados em locais públicos sem assistência, o que contribui para a formação de grupos em situação de vulnerabilidade e sem controle sanitário.
O cenário amplia a necessidade de políticas públicas voltadas ao manejo adequado da população animal no município.
Risco de zoonoses preocupa autoridades e população
O aumento de animais abandonados está associado ao crescimento de casos de zoonoses, que representam risco à saúde da população.
Essas doenças podem ser transmitidas por meio de contato direto ou indireto com animais infectados, exigindo medidas de prevenção e controle.
Além do impacto sanitário, o abandono também está relacionado à ocorrência de maus-tratos, agravando a situação dos animais nas ruas.
Proposta prevê centro de acolhimento com atendimento estruturado
Como alternativa, o vereador defende a criação de um centro de acolhimento público, com estrutura adequada para atendimento veterinário, abrigo e encaminhamento dos animais.
A iniciativa busca garantir condições mínimas de cuidado, controle de doenças e redução do abandono, além de possibilitar políticas de adoção responsável.
O projeto também pode contribuir para a organização das ações de resgate e assistência no município.
Protetores independentes concentram responsabilidade atual
Atualmente, grande parte do atendimento a animais abandonados é realizada por protetores independentes, que atuam de forma voluntária.
Segundo o parlamentar, esses grupos enfrentam limitações financeiras e operacionais, o que dificulta a manutenção contínua dos resgates.
A criação de uma estrutura pública é apontada como medida para dividir responsabilidades e ampliar a capacidade de atendimento.
Medidas emergenciais são cobradas ao poder público
O vereador reforçou a necessidade de ações imediatas por parte da administração municipal para enfrentar o problema.
Entre as medidas sugeridas estão investimentos em infraestrutura, campanhas de conscientização e políticas de controle populacional animal.
O tema deve continuar em debate no Legislativo, com foco na construção de soluções para reduzir o abandono e os riscos sanitários.








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