A Força de Defesa de Israel (FDI) matou três jornalistas em um intervalo de 24 horas, sendo dois no Líbano e um na Faixa de Gaza, ampliando o número de profissionais de imprensa mortos durante a cobertura de conflitos na região. Os casos ocorreram na quinta-feira (09/04/2026) e provocaram reações de organizações internacionais.
No Líbano, foram mortos Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, e Suzan Al-Khalil, da emissora Al-Manar. Em Gaza, o jornalista Muhammad Washah, da emissora Al-Jazeera, foi morto após ataque a um veículo.
Com os novos registros, chega a sete o número de jornalistas mortos no Líbano desde 02/03/2026, enquanto em Gaza o total alcança 262 mortes desde 07/10/2023, segundo dados divulgados por veículos e entidades.
Mortes em Gaza e posicionamentos divergentes
No caso ocorrido na Faixa de Gaza, a FDI confirmou a autoria do ataque contra Muhammad Washah. Em comunicado, o Exército israelense afirmou que o jornalista atuaria sob disfarce para atividades ligadas a grupos considerados hostis.
A emissora Al-Jazeera contestou a acusação e declarou que o profissional integrava a equipe desde 2018, classificando o ataque como violação de normas internacionais e um ato direcionado contra a atividade jornalística.
Segundo informações divulgadas pela emissora, Washah foi atingido após um drone atingir o carro em que viajava, na região oeste da cidade de Gaza.
Reações de entidades internacionais e dados sobre o conflito
O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), organização sediada nos Estados Unidos, condenou os três casos e afirmou que as mortes integram um cenário mais amplo de riscos à liberdade de imprensa em áreas de conflito.
Em comunicado, a entidade apontou que os assassinatos não seriam eventos isolados e cobrou ações da comunidade internacional para proteção de profissionais de mídia.
Dados citados por organizações indicam que o número de jornalistas mortos no atual conflito supera registros de outros confrontos históricos, considerando comparações com guerras de grande escala.
Contexto regional e impacto sobre a cobertura jornalística
Os episódios ocorrem em um contexto de intensificação de conflitos no Oriente Médio, envolvendo Gaza, Líbano e outras áreas da região, com impactos diretos sobre civis e profissionais de imprensa.
A atuação de jornalistas em zonas de guerra enfrenta riscos elevados, incluindo ataques diretos, restrições de acesso e dificuldades logísticas para cobertura independente.
Organizações internacionais reforçam a necessidade de garantir proteção a jornalistas e respeito às normas do direito internacional humanitário durante operações militares.
*Com informações da Agência Brasil.










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