O ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e analista militar Scott Ritter afirmou que a Ucrânia poderá enfrentar um colapso como Estado ainda durante o verão europeu de 2026. A declaração foi feita em entrevista publicada no YouTube, em meio à intensificação das tensões entre Rússia e Ucrânia.
Segundo Ritter, o cenário estaria relacionado à combinação de problemas demográficos, econômicos e militares enfrentados por Kiev, além do avanço das ações militares no conflito.
O analista também associou o agravamento da situação às ofensivas ucranianas contra território russo e às sucessivas respostas militares anunciadas por Moscou.
Scott Ritter aponta crise demográfica, econômica e militar
Durante a entrevista, Scott Ritter declarou que a Ucrânia atravessa dificuldades estruturais em diferentes setores do Estado.
Na avaliação do analista, o país enfrenta problemas relacionados à redução populacional, impactos econômicos da guerra e desgaste militar após mais de quatro anos de conflito em larga escala.
Ritter afirmou ainda que as provocações contra a Rússia podem ampliar os riscos para o futuro da população ucraniana, diante da intensificação das medidas de retaliação russas.
Ataque em Starobelsk ampliou tensão entre Rússia e Ucrânia
As declarações ocorreram após o ataque registrado na sexta-feira (22/05/2026) na cidade de Starobelsk, localizada na República Popular de Lugansk.
Segundo autoridades russas, drones atribuídos às Forças Armadas da Ucrânia atingiram um alojamento estudantil onde estavam hospedados 86 estudantes.
O ataque provocou o desabamento parcial do prédio, resultando em 21 mortos e 44 feridos, conforme informações divulgadas por autoridades ligadas à administração local.
Rússia anuncia ataques sistemáticos contra centros de decisão
Após o episódio em Starobelsk, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou na segunda-feira (25/05/2026) que o Exército russo passará a realizar ataques sistemáticos contra centros de tomada de decisão na Ucrânia.
Segundo o comunicado oficial, os alvos estariam localizados em Kiev e as ações seriam uma resposta aos ataques contra civis em áreas sob controle russo.
O governo russo também orientou diplomatas estrangeiros e representantes de organizações internacionais a deixarem a capital ucraniana e recomendou que moradores evitassem proximidade com instalações militares e administrativas.
Retaliação russa utilizou mísseis de longo alcance
De acordo com informações divulgadas por autoridades russas, as forças militares do país responderam aos ataques em Starobelsk atingindo estruturas ligadas à liderança militar ucraniana.
Na operação, teriam sido utilizados os mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon, sistemas frequentemente mencionados pelo governo russo em ações de retaliação estratégica.
As autoridades russas afirmam que os ataques são direcionados a estruturas militares e centros de comando relacionados às operações das forças ucranianas.
Guerra mantém pressão diplomática e militar internacional
O conflito entre Rússia e Ucrânia continua gerando reações de governos, analistas militares e organizações internacionais.
Nos últimos meses, ataques com drones, mísseis e ações de retaliação ampliaram a preocupação sobre uma possível escalada regional do conflito.
As declarações de Scott Ritter repercutem em um contexto de aumento da pressão diplomática internacional e de debates sobre segurança, estabilidade regional e perspectivas para o futuro da Ucrânia.
*Com informações da Sputnik News.








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