Dia Mundial da Reciclagem: Artesãos apoiados pela BAMIN transformam resíduos em renda, empreendedorismo e inclusão social na Bahia

Celebrado no sábado (17/05/2026), o Dia Mundial da Reciclagem reforça o debate sobre práticas sustentáveis voltadas à redução de impactos ambientais e à promoção da inclusão social. Na Bahia, iniciativas desenvolvidas pela BAMIN em comunidades próximas ao Porto Sul, à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e à Mina Pedra de Ferro vêm estimulando o reaproveitamento de materiais, o empreendedorismo e a geração de renda por meio do artesanato sustentável.

Os programas apoiados pela companhia reúnem ações de capacitação, oficinas e incentivo à economia circular, envolvendo artesãos que utilizam materiais recicláveis e fibras naturais para produzir peças decorativas e utilitárias. Além do aspecto econômico, os projetos também têm contribuído para o fortalecimento da autoestima e da valorização profissional dos participantes.

Entre os exemplos apresentados pela empresa está a trajetória da artesã Margareth Vieira Pimentel, de 61 anos, moradora da região do Porto Sul. Utilizando garrafas de vidro, frascos de esmalte vazios e outros materiais reaproveitados, ela produz peças decorativas revestidas em biscuit inspiradas em figuras da cultura popular brasileira, como baianas, Lampião e Maria Bonita.

Oficinas e capacitação ampliam oportunidades para artesãos

Segundo Margareth, a atividade começou como uma forma de ocupação pessoal durante um período delicado da vida e posteriormente se tornou profissão e fonte de renda. Após o período pós-pandemia da Covid-19, o trabalho da artesã passou a ser acompanhado pela equipe da BAMIN, o que possibilitou sua participação em oficinas e ações comunitárias.

A artesã passou a ministrar cursos sobre reaproveitamento de garrafas em comunidades da região do Porto Sul e integrou a Incubadora Porto Sul, iniciativa implementada pela empresa em parceria com o ISUS. De acordo com Margareth, o projeto contribuiu para o acesso a capacitações, consultorias e ações voltadas ao empreendedorismo.

“Fomos acolhidas, incentivadas a empreender e tivemos acesso a capacitações e consultorias que talvez nunca conseguíssemos pagar. Cresci muito como artesã e empreendedora”, afirmou.

Ela também destacou que a reciclagem possui impacto ambiental e social. Segundo Margareth, o reaproveitamento de materiais contribui para estimular a conscientização ambiental entre produtores e consumidores.

Artesanato com fibras vegetais fortalece tradição familiar em Pindaí

No município de Pindaí, na região da Mina Pedra de Ferro, a artesã Eva Carvalho Santos Barbosa, de 58 anos, desenvolve peças produzidas a partir de fibras vegetais de milho, bananeira e taboa. A técnica foi aprendida ainda na infância, observando o trabalho realizado pelo pai na fabricação de chapéus, esteiras e jacás.

A atividade artesanal tornou-se a principal fonte de renda da família e ganhou novas possibilidades após a participação no Programa Transformar, apoiado pela BAMIN. Segundo Eva, os cursos oferecidos pelo projeto ajudaram a aperfeiçoar os produtos e fortalecer a comercialização das peças.

“Passei a ter mais confiança no meu trabalho, aumentei a renda da minha família e comecei a ser reconhecida como referência no artesanato”, declarou.

Atualmente, Eva participa de feiras regionais e comercializa produtos para clientes de diferentes municípios. Ela também ressaltou a necessidade de ampliar o reconhecimento do artesanato como profissão e atividade econômica.

Para a artesã, a reciclagem representa transformação e preservação ambiental.

“É a partir dessa transformação que nasce a beleza de criar e a esperança de um futuro com um planeta mais limpo”, afirmou.

Projeto ligado à FIOL incentiva economia solidária e circular

Nas proximidades da FIOL, o artesão Jailson Matos Santos, de 39 anos, encontrou na reutilização de canos de PVC uma alternativa de crescimento profissional. Inspirado pelo irmão, que atua há mais de dez anos na produção de luminárias artesanais, ele passou a desenvolver peças utilizando materiais reaproveitados.

Jailson integrou a Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC), iniciativa apoiada pela BAMIN para incentivar pequenos empreendedores das cidades localizadas ao longo do trecho da FIOL 1.

Segundo o artesão, as capacitações oferecidas pelo projeto contribuíram para melhorar aspectos ligados à gestão do negócio, precificação dos produtos e relacionamento com clientes. Ele também afirmou que a experiência teve impacto na autoestima e no desenvolvimento pessoal.

“Foi a primeira vez que participei de um curso voltado para minha área de atuação. Estar ao lado de outras pessoas buscando crescimento também me motivou muito”, relatou.

No contexto do Dia Mundial da Reciclagem, Jailson destacou a relação entre reciclagem, arte e transformação social. Para ele, o reaproveitamento de materiais cria oportunidades de aprendizado, geração de renda e inclusão.

BAMIN destaca impacto social e econômico das iniciativas

De acordo com a coordenadora de Relações com as Comunidades da BAMIN, Ana Paula Dias, as trajetórias de Margareth, Eva e Jailson demonstram que a reciclagem também pode atuar como instrumento de inclusão social, fortalecimento comunitário e valorização cultural.

Segundo a representante da empresa, os projetos desenvolvidos nas regiões onde a BAMIN atua seguem promovendo ações voltadas à sustentabilidade e ao empreendedorismo, transformando resíduos em oportunidades de trabalho e desenvolvimento econômico local.

A BAMIN integra o Eurasian Resources Group (ERG), grupo do setor de recursos naturais com atuação em 15 países. Na Bahia, a empresa é responsável por projetos ligados à Mina Pedra de Ferro, em Caetité; ao Porto Sul, em Ilhéus; e ao trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL 1), que conectará os dois municípios.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.