A edição 2026 do Index foi encerrada na tarde da sexta-feira (08/05/2026), no Centro de Convenções Salvador, após três dias de programação voltada à indústria, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. O evento reuniu atividades técnicas, rodadas de negócios, missões empresariais, painéis temáticos, Feira da Empregabilidade, apresentações culturais e desfiles de moda autoral.
Considerado um dos principais encontros da indústria no Nordeste, o Index contou com a participação de quase 400 expositores, sendo 60% formados por micro e pequenas empresas e indústrias, além de mais de 800 compradores e 500 participantes em missões empresariais vindas de nove regiões da Bahia.
Durante a programação, foram debatidos temas ligados à inteligência artificial, transformação digital, ESG, economia criativa, transição energética, inovação industrial, carreiras e desenvolvimento produtivo, consolidando o evento como espaço de conexão entre empresas, investidores, especialistas e representantes institucionais.
Sustentabilidade e economia circular pautam debates no último dia do evento
Entre os destaques da programação da sexta-feira (08/05/2026) esteve a palestra “Circularidade plástica como estratégia de crescimento e regeneração”, realizada na Arena Conecte+. O encontro reuniu representantes da indústria, pesquisadores e especialistas para discutir soluções voltadas ao reaproveitamento de resíduos plásticos e fortalecimento da economia circular.
Participaram do painel o presidente executivo da Abiplast, Paulo Teixeira; o pesquisador da Universidade Senai Cimatec, Luiggi Cavalcanti; a professora da Ufba, Andrea Ventura; e a gerente institucional da Braskem, Magnólia Borges. A mediação foi conduzida por Saville Alves, fundadora da Solos e presidente da Abelore.
Os debates abordaram estratégias para ampliar práticas sustentáveis na indústria, incentivar modelos produtivos mais eficientes e fortalecer iniciativas ligadas à gestão de resíduos e inovação ambiental.
Economia criativa e cultura ganham espaço na programação do Index 2026
Outro painel de destaque foi “Da cultura à inovação: como a economia criativa impulsiona o desenvolvimento sustentável”, que reuniu representantes do setor cultural e da indústria criativa para discutir o impacto econômico da cultura.
O encontro contou com a participação do publicitário Pedro Tourinho; da diretora de Desenvolvimento da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Andrea Guimarães; da cantora e atriz Larissa Luz; e do maestro e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Bahia, Carlos Prazeres.
A discussão destacou a relação entre criatividade, geração de renda, identidade cultural e inclusão social, especialmente no contexto da Bahia, reconhecida pela diversidade cultural e pela presença de atividades ligadas à música, artesanato, moda e artes cênicas.
Moda autoral e artesanato baiano são apresentados como vetores econômicos
A programação também incluiu o painel “A Moda Autoral e Artesanato da Bahia para o Mundo”, que reuniu estilistas, designers e representantes de marcas baianas para debater identidade cultural, sustentabilidade e oportunidades de mercado.
Participaram representantes das marcas Thereza Priori, Negrif, Mãos de Mãe, Axômi e Yamê, além da artesã e designer Janaina Rodrigues. A mediação foi conduzida pela pesquisadora de moda Phaedra Brasil.
O encontro destacou a relevância da moda autoral e do artesanato na economia criativa baiana, além da importância da valorização da produção regional em mercados nacionais e internacionais.
Micro e pequenas empresas lideram participação entre expositores
As micro e pequenas empresas (MPEs) tiveram participação predominante no Index 2026. Segundo a organização, elas representaram 60% dos expositores do evento, sendo 35% da capital e 65% do interior da Bahia.
Os segmentos presentes incluíram alimentação, vestuário, cosméticos, artesanato, indústria, tecnologia e economia criativa. A diversidade de áreas evidenciou o papel dos pequenos negócios na movimentação econômica do estado.
Dados do Sebrae Bahia apontam que o estado possui mais de 1,2 milhão de pequenos negócios ativos, responsáveis por 98% das empresas baianas, cerca de 60% dos empregos formais e 31,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
Reforma tributária e desenvolvimento empresarial entram na pauta do evento
O painel “Período de Transição da Reforma Tributária: pontos de atenção para empresas do regime regular e do Simples Nacional” discutiu impactos das mudanças tributárias para o setor produtivo.
A apresentação foi conduzida pelo diretor adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, com participação da advogada tributarista Josiane Minardi e da sócia da Contasso Serviços Contábeis, Leila Barreto.
O debate abordou desafios relacionados ao período de transição da reforma tributária, adaptações necessárias para empresas e impactos sobre regimes tributários aplicados aos pequenos negócios.
Marca Capelinha apresenta estratégias de reposicionamento e expansão
A trajetória da marca baiana Capelinha também integrou a programação do último dia do Index 2026. O CEO da empresa, Fábio Costa, apresentou estratégias de relançamento, expansão comercial e reposicionamento de mercado.
Durante a palestra, o gestor destacou a manutenção da identidade da marca e a ampliação do portfólio de produtos, incluindo picolés sem adição de açúcar, novos sabores e linhas com cobertura de chocolate.
Segundo Fábio Costa, a preservação da identidade regional permaneceu como elemento central da comunicação da empresa, incluindo referências à cultura baiana e ao vocabulário popular utilizado pelo público consumidor.
Evento reforça conexões entre indústria, inovação e desenvolvimento econômico
Ao longo de três dias, o Index 2026 reuniu representantes da indústria, gestores públicos, empresários, investidores, pesquisadores e profissionais de diferentes setores econômicos.
Com painéis simultâneos, atividades culturais, missões empresariais e rodadas de negócios, o evento buscou ampliar oportunidades de networking, geração de negócios e compartilhamento de experiências ligadas à inovação e ao desenvolvimento produtivo.
A edição deste ano consolidou o Index como espaço voltado à integração entre indústria, sustentabilidade, economia criativa, tecnologia e empreendedorismo na Bahia e no Nordeste.








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