O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) denunciou à Justiça, na terça-feira (14/07/2026), cinco homens pelos crimes de associação criminosa para o tráfico de drogas no município de Belo Campo, no sudoeste baiano. A denúncia é resultado de investigação conduzida em conjunto pelo MPBA e pela Polícia Civil da Bahia, que identificou uma estrutura organizada voltada à comercialização de entorpecentes.
A pedido do Ministério Público, quatro dos denunciados permanecem presos preventivamente, enquanto um investigado está foragido. Além das prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra os acusados.
As prisões preventivas foram decretadas pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que acolheu medida cautelar apresentada pelo MPBA por intermédio do promotor de Justiça Vladimir Ferreira Campos.
Investigação aponta estrutura organizada para o tráfico
Segundo o Ministério Público, as investigações indicam que os denunciados se associaram para comercializar maconha, cocaína e crack em Belo Campo.
Conforme a denúncia, o grupo utilizava aplicativos de mensagens, linguagem cifrada e transações financeiras para organizar e executar a atividade criminosa.
O MPBA sustenta que havia uma estrutura com divisão de tarefas, utilização de codinomes, ocultação da identidade dos integrantes e atuação contínua na distribuição de drogas na região.
Provas incluem análise de celulares e dados telemáticos
De acordo com o promotor de Justiça Vladimir Ferreira Campos, a investigação reuniu provas técnicas obtidas a partir da extração e análise de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos celulares apreendidos durante a operação.
As diligências também identificaram movimentações financeiras realizadas por meio de transferências via PIX, utilizadas, segundo o Ministério Público, para operacionalizar o comércio de entorpecentes.
O conjunto probatório subsidiou o oferecimento da denúncia criminal contra os cinco investigados.
MPBA requer indenização por danos morais coletivos
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público requereu à Justiça a condenação de cada um dos denunciados ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos.
Segundo o órgão, o pedido está fundamentado nos prejuízos causados à saúde pública e à segurança pública em razão da atuação do grupo investigado.
A denúncia será analisada pelo Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da ação penal e o prosseguimento do processo contra os acusados.








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