O Complexo Materno-Infantil de Feira de Santana realizou mais de 500 mil procedimentos no primeiro semestre de 2026 e mantém uma média entre 60 mil e 70 mil atendimentos mensais, consolidando-se como uma das principais redes públicas de assistência à saúde da mulher, da criança e do recém-nascido na Bahia. A estrutura atende moradores de Feira de Santana e pacientes provenientes de 82 municípios pactuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os indicadores foram apresentados durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (06/08/2026) às unidades administradas pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana, com participação de profissionais da imprensa. A atividade foi coordenada pelo secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas.
Atualmente, a Fundação Hospitalar administra sete unidades de saúde, oferecendo mais de 100 especialidades nas áreas de saúde da mulher, pediatria e assistência neonatal. A rede dispõe de 200 leitos, incluindo Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Berçário de Médio Risco, destinados ao atendimento de casos de maior complexidade.
Estrutura reúne hospital, centros especializados e unidades de diagnóstico
Entre os equipamentos que integram o complexo está o Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), responsável por serviços como ambulatório pediátrico, centro obstétrico, centro cirúrgico, enfermarias, laboratórios, nutrição clínica e UTI Neonatal. Apenas em 2026, a unidade contabilizou mais de quatro mil partos, entre procedimentos normais e cesarianas.
Também fazem parte da rede o Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem (CMDI), composto pelas unidades CMDI I Dr. Eugênio Bastos Laurine, na Avenida Maria Quitéria, e CMDI II Antônio Lázaro, no bairro Baraúnas, inaugurado em agosto de 2024. Juntas, as unidades realizaram mais de 65 mil exames no primeiro semestre deste ano.
Outro serviço estratégico é o Centro Municipal de Prevenção ao Câncer (CMPC) Romilda Maltez, que registrou mais de 30 mil exames em 2026, voltados à prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento de pacientes oncológicos, além da realização de mutirões para ampliar o acesso aos serviços.
Ambulatório amplia atendimento especializado à saúde da mulher
O Ambulatório de Especialidades de Saúde da Mulher Dra. Tânia Mota oferece consultas especializadas, serviços preventivos e procedimentos voltados ao planejamento reprodutivo. Entre os atendimentos disponibilizados estão a implantação de DIU de cobre, Implanon e Mirena, ampliando o acesso aos métodos contraceptivos.
A Casa de Parto Natural, inaugurada em 2024, conta atualmente com três leitos destinados ao parto humanizado. Desde o início das atividades, já foram realizados 194 partos naturais assistidos, enquanto somente em 2026 a unidade ultrapassou mil atendimentos.
O Banco de Leite Humano, instalado no Hospital da Mulher, mantém ações permanentes de incentivo ao aleitamento materno. Em 2026, o serviço realizou mais de 740 coletas domiciliares de leite humano, com a participação de mais de 800 mães doadoras.
Hospital da Mulher atende urgências obstétricas da região
Durante a visita técnica, a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, destacou que o Complexo Materno-Infantil atende diversas áreas da assistência especializada e não se limita ao acompanhamento da gestação.
Segundo a gestora, o Hospital da Mulher funciona como unidade de porta aberta para urgências e emergências obstétricas de Feira de Santana. Já os pacientes dos municípios pactuados são encaminhados por meio da Central Estadual de Regulação. Ela explicou ainda que, diante da demanda regional, a unidade também recebe gestantes oriundas de municípios não pactuados em situações de urgência.
Gilberte Lucas informou que a rede registra entre 60 mil e 70 mil atendimentos por mês, considerando consultas, exames laboratoriais, procedimentos especializados e demais serviços ofertados pelas unidades administradas pela Fundação Hospitalar.
Recursos municipais sustentam maior parte da estrutura
De acordo com a presidente da Fundação Hospitalar, aproximadamente 85% dos recursos utilizados para manutenção do Complexo Materno-Infantil são provenientes do Tesouro Municipal de Feira de Santana.
Segundo Gilberte Lucas, os repasses da tabela do Sistema Único de Saúde não são suficientes para custear uma estrutura com a dimensão atual da rede. A gestora citou como exemplo os valores pagos pelo SUS para consultas especializadas e procedimentos obstétricos.
A dirigente ressaltou que o financiamento municipal tem permitido manter o funcionamento das unidades e ampliar a oferta de serviços especializados para pacientes de Feira de Santana e dos municípios atendidos pela rede regional.
Fundação Hospitalar investe em ampliação e modernização dos serviços
Entre os investimentos em andamento estão a ampliação do laboratório, implantação de uma nova sala de coleta infantil, expansão da recepção e informatização completa do serviço, permitindo que resultados de exames sejam consultados pela internet.
Outra prioridade anunciada pela Fundação Hospitalar é ampliar os atendimentos em uroginecologia, especialidade voltada ao diagnóstico e tratamento de disfunções do assoalho pélvico e doenças ginecológicas. Segundo Gilberte Lucas, a demanda pelo serviço permanece elevada e existe procura reprimida por atendimentos especializados.
Ao apresentar os resultados do primeiro semestre de 2026, a presidente destacou que as unidades administradas pela Fundação Hospitalar somaram mais de 500 mil atendimentos e procedimentos, reforçando a importância da estrutura para a assistência regional à saúde da mulher, da criança e do recém-nascido.
Com uma rede integrada de serviços, atendimento de média e alta complexidade e cobertura regional, o Complexo Materno-Infantil de Feira de Santana permanece como referência para dezenas de municípios baianos, concentrando ações voltadas ao diagnóstico, prevenção, assistência hospitalar, atendimento obstétrico, saúde da mulher e cuidado neonatal.








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