A candidata a deputada federal Maria Marighella (PT) repudiou a atuação do deputado estadual Diego Castro (PL) durante um confronto envolvendo estudantes e integrantes da equipe do parlamentar na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, na quinta-feira (20/08/2026). O episódio terminou com agressões físicas, registros de ocorrência e manifestações da universidade e de instituições públicas.
Segundo o posicionamento atribuído a Maria Marighella, não há espaço para agressões na atividade política, independentemente de quem as pratique. A candidata também afirmou que a presença de um parlamentar em uma universidade deve respeitar o ambiente acadêmico e classificou como inadequada a utilização do espaço para confronto político.
As imagens divulgadas sobre o episódio registram uma discussão envolvendo Diego Castro, estudantes e professores. Em determinado momento, um estudante aparece atingindo o deputado, enquanto integrantes da equipe que acompanhava o parlamentar entram na confusão. A direção da Facom e um estudante registraram ocorrências após o episódio.
Maria Marighella defende apuração de agressões e ameaças
Maria também manifestou solidariedade aos estudantes e à direção da Faculdade de Comunicação da UFBA e defendeu que eventuais responsabilidades pelas agressões e ameaças sejam investigadas pelas autoridades competentes.
O diretor da Facom, Washington José de Souza Filho, registrou ocorrência após a confusão. A Polícia Civil passou a investigar denúncias relacionadas a agressões e injúria decorrentes do episódio. O caso também teve desdobramentos no âmbito parlamentar: a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) informou que recebeu uma representação para apuração de possível quebra de decoro parlamentar.
A própria UFBA divulgou nota de repúdio aos atos ocorridos na Faculdade de Comunicação e informou que a movimentação do parlamentar e de integrantes de sua equipe interrompeu atividades acadêmicas, incluindo a recepção aos calouros. A universidade manifestou solidariedade aos integrantes da comunidade acadêmica envolvidos e ao estudante ferido.
Visita de Diego Castro ocorreu após denúncia sobre adesivos
De acordo com a assessoria de Diego Castro, o parlamentar foi à universidade após receber uma denúncia sobre adesivos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governador Jerônimo Rodrigues, ambos do PT, nas dependências da instituição. O deputado retirou parte do material e gravou vídeos durante a passagem pela Facom.
Durante a visita, Castro também publicou imagens relacionadas aos banheiros da Faculdade de Comunicação, questionando placas que indicavam a utilização dos espaços por pessoas cisgênero, trans, não binárias e travestis. A abordagem do tema ocorreu no contexto do confronto registrado posteriormente entre o parlamentar, estudantes e integrantes da equipe que o acompanhava.
Na avaliação apresentada por Maria Marighella, questões relacionadas à identidade e aos direitos de pessoas trans, travestis e não binárias não devem ser utilizadas como instrumento de provocação política. A candidata afirmou que a universidade pública deve preservar a convivência com a diversidade, a liberdade de pensamento e o debate.
UFBA e ALBA adotam medidas após episódio
O episódio provocou manifestações de diferentes instituições. Além da nota da UFBA, a ALBA informou que uma representação foi formalizada para apurar possível quebra de decoro parlamentar. Segundo a Assembleia, o procedimento deverá seguir as etapas previstas no Regimento Interno, com análise pela Mesa Diretora e posterior encaminhamento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, caso sejam cumpridos os requisitos regimentais.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, também encaminhou ofícios à Assembleia Legislativa e à Justiça Eleitoral solicitando providências relacionadas ao caso. Segundo informações divulgadas após o episódio, o secretário recebeu um estudante envolvido na ocorrência e defendeu a apuração nas esferas criminal, eleitoral e parlamentar.
Diego Castro, por sua vez, registrou boletim de ocorrência após a confusão e afirmou que ele e integrantes de sua equipe teriam sido agredidos. A versão apresentada pelo parlamentar é parte dos desdobramentos do caso e deverá ser considerada pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Debate político e ambiente universitário
Em sua manifestação, Maria Marighella afirmou que eventuais irregularidades eleitorais devem ser encaminhadas pelos mecanismos institucionais previstos na legislação, em vez de serem tratadas por meio de confronto. A declaração foi apresentada no contexto da denúncia que motivou a ida de Diego Castro à universidade.
A candidata também defendeu que discordâncias políticas sejam tratadas por meio do debate e dos instrumentos legais disponíveis. A posição acompanha a discussão gerada pelo episódio sobre os limites da atuação política dentro de instituições de ensino superior durante o período eleitoral.
O caso ocorrido na Facom envolve, portanto, confronto entre deputado, estudantes e integrantes de sua equipe, registros de ocorrência, posicionamento da UFBA e representação para apuração de possível quebra de decoro parlamentar. A investigação das responsabilidades caberá às instituições competentes, enquanto as diferentes versões apresentadas pelos envolvidos deverão ser consideradas nos procedimentos correspondentes.








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