Moradores denunciam problemas no asfaltamento e condições das vias do Bairro Papagaio em Feira de Santana

Moradores de diferentes localidades de Feira de Santana têm apresentado reclamações sobre obras de asfaltamento e as condições de algumas vias do município. A situação foi levada à Câmara Municipal pelo vereador Professor Ivamberg (PT), que abordou o assunto durante discurso na Tribuna Maria Quitéria, na quarta-feira (09/09/2026).

Segundo o parlamentar, queixas encaminhadas ao seu mandato apontam possíveis problemas na execução dos serviços de pavimentação e recapeamento. Entre os relatos está a colocação de asfalto sobre bocas de lobo, situação que, de acordo com Ivamberg, pode comprometer o escoamento da água das chuvas.

O vereador pediu que o Governo Municipal fiscalize os serviços executados pelas empresas responsáveis pelas obras. Na avaliação apresentada durante o discurso, a falta de verificação antes da conclusão da pavimentação poderia exigir a retirada de trechos do asfalto para corrigir estruturas de drenagem, gerando novos custos para o poder público.

Vereador alerta para problemas de drenagem

Professor Ivamberg relacionou a situação das bocas de lobo ao funcionamento da drenagem urbana. Conforme o parlamentar, caso os dispositivos sejam cobertos pelo pavimento, a água das chuvas poderá encontrar dificuldades para alcançar o sistema de escoamento.

A preocupação apresentada na Câmara está relacionada principalmente aos efeitos de chuvas sobre vias que passaram recentemente por intervenções. O vereador defendeu que a fiscalização ocorra durante a execução dos serviços para evitar a necessidade de intervenções posteriores.

Ivamberg também afirmou que a correção de problemas após a conclusão do asfaltamento poderia representar desperdício de recursos públicos, caso seja necessário desfazer parte do trabalho realizado para recuperar as estruturas de drenagem.

Papagaio concentra reclamações sobre infraestrutura

As condições das vias do bairro Papagaio também foram mencionadas pelo vereador. Durante uma visita realizada à comunidade nesta semana, segundo seu relato, moradores voltaram a cobrar ações relacionadas à infraestrutura e às condições de tráfego.

O parlamentar associou as dificuldades relatadas ao crescimento urbano do Papagaio e das áreas próximas, destacando a expansão de empreendimentos residenciais na região. Na avaliação apresentada por Ivamberg, o aumento da ocupação não teria sido acompanhado na mesma proporção pela infraestrutura necessária.

As manifestações na Câmara incluem, portanto, duas frentes relacionadas à mobilidade urbana: a fiscalização das obras de asfaltamento e drenagem e a necessidade de intervenções nas vias do Papagaio, apontadas por moradores como inadequadas para as atuais condições de circulação.

Requerimento propõe novo modelo de meio-fio e sarjeta

Em paralelo às reclamações apresentadas por Ivamberg, o presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima (UB), apresentou requerimento ao prefeito José Ronaldo propondo a adoção de um modelo específico de meio-fio com sarjeta nas futuras obras de pavimentação, drenagem urbana e requalificação de vias públicas.

A proposta prevê a utilização de meio-fio com sarjeta conjugada em formato “L”, executado de maneira linear e contínua. O requerimento solicita que a secretaria municipal responsável avalie a adoção do modelo nas próximas intervenções realizadas em Feira de Santana.

De acordo com a justificativa apresentada, o sistema teria como objetivos melhorar o escoamento das águas pluviais, aumentar a durabilidade das vias e reduzir problemas relacionados a infiltrações, erosões e deterioração do pavimento.

Proposta prevê execução contínua do concreto

Marcos Lima argumenta que a execução linear e contínua do meio-fio e da sarjeta pode reduzir a quantidade de cortes, emendas e interrupções na estrutura de concreto. Segundo a justificativa, esses pontos podem favorecer o aparecimento de fissuras, infiltrações e desalinhamentos ao longo do tempo.

O requerimento também relaciona a técnica à conservação das vias e ao direcionamento da água das chuvas. A intenção é estabelecer um padrão construtivo que considere simultaneamente pavimentação, drenagem e conservação da infraestrutura urbana.

Outro aspecto incluído na proposta é a impermeabilização preventiva do concreto. O documento solicita que sejam avaliadas medidas de proteção contra a umidade e a infiltração, inclusive mediante o uso de aditivos impermeabilizantes incorporados à mistura do concreto.

Requerimento relaciona drenagem à conservação das vias

Segundo a justificativa do requerimento, a proteção do concreto contra a ação da água e das chuvas poderia contribuir para reduzir o desgaste das estruturas de drenagem. A proposta também relaciona a medida à prevenção de problemas que posteriormente demandem manutenção ou recuperação.

O documento aponta ainda que o direcionamento adequado das águas pluviais pode ajudar a reduzir riscos de erosões, deslocamentos e rachaduras nas estruturas associadas às vias públicas.

A discussão ocorre em um contexto de reclamações sobre a infraestrutura do Papagaio e de cobrança por fiscalização das obras de pavimentação. Enquanto o vereador Professor Ivamberg levou ao plenário relatos de moradores sobre serviços em andamento e condições de tráfego, o requerimento de Marcos Lima propõe critérios técnicos para futuras intervenções.

Pavimentação e drenagem entram no debate sobre infraestrutura

As duas iniciativas colocam a drenagem urbana como um dos pontos centrais da discussão sobre pavimentação em Feira de Santana. A manutenção das bocas de lobo, o escoamento das águas pluviais e a execução adequada de meio-fio e sarjeta aparecem como elementos relacionados à conservação das vias.

No caso do Papagaio, as reclamações relatadas pelo vereador estão associadas às condições de circulação e à expansão da ocupação urbana. A cobrança apresentada à Prefeitura é pela adoção de medidas destinadas à melhoria da infraestrutura viária e à fiscalização dos serviços de pavimentação.

Já o requerimento apresentado por Marcos Lima depende de avaliação do Poder Executivo e da secretaria competente. As medidas propostas para novas obras deverão considerar planejamento administrativo, critérios técnicos e disponibilidade de recursos públicos, conforme as condições estabelecidas para execução das intervenções municipais.


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