A segunda fase da Operação Por Elas já encaminhou à Justiça mais de três mil investigados por crimes contra a mulher em Salvador e na Região Metropolitana. A mobilização, coordenada pela Polícia Civil da Bahia, teve acompanhamento em tempo real nesta terça-feira (22/09/2026), durante reunião de equipes no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
A operação reúne 319 unidades da Polícia Civil, incluindo as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), os Núcleos Especiais de Atendimento à Mulher (NEAMs), delegacias territoriais e outras unidades envolvidas na apuração de ocorrências relacionadas à violência contra a mulher.
As investigações abrangem crimes como ameaça, injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio. Segundo as informações divulgadas, os procedimentos são recentes, muitos instaurados em 2026, e têm como finalidade reunir elementos para responsabilização dos investigados e dar celeridade às medidas encaminhadas ao Poder Judiciário.
Operação mobiliza unidades especializadas e delegacias territoriais
A estrutura da Operação Por Elas envolve diferentes setores da Polícia Civil da Bahia, com atuação integrada para agilizar a tramitação de inquéritos relacionados à violência contra a mulher.
As DEAMs e os NEAMs possuem atribuições específicas no atendimento e na investigação de ocorrências envolvendo mulheres. As delegacias territoriais também participam da mobilização, ampliando o alcance da ação para casos registrados em diferentes localidades de Salvador e da Região Metropolitana.
O acompanhamento realizado no CICC permite às equipes policiais verificar o andamento das atividades e monitorar os procedimentos em execução. A iniciativa busca acelerar a conclusão das investigações e o encaminhamento dos casos à Justiça, conforme as atribuições legais da instituição.
A mobilização também está relacionada à prevenção de episódios graves de violência, incluindo situações que podem evoluir para o feminicídio. A identificação de ameaças, agressões e outros crimes integra o processo de atuação das autoridades na proteção das vítimas e responsabilização dos autores.
Primeira fase encaminhou 1.258 investigados à Justiça
A primeira fase da Operação Por Elas foi realizada em agosto de 2026 e contabilizou 1.258 investigados encaminhados à Justiça. A segunda etapa amplia o volume de procedimentos alcançados pela mobilização policial.
Os dados divulgados indicam que a operação concentra esforços em inquéritos recentes, muitos deles instaurados ao longo de 2026. A estratégia consiste em priorizar a análise e o encaminhamento de investigações relacionadas a crimes praticados contra mulheres.
O envio de investigados à Justiça representa uma etapa do processo de persecução penal. A responsabilização criminal depende da tramitação dos procedimentos legais, da análise das provas e das decisões das autoridades competentes.
A atuação policial, nesse contexto, envolve a apuração dos fatos, a coleta de elementos informativos e o cumprimento das medidas previstas na legislação. O encaminhamento de um investigado ao Judiciário não equivale, por si só, a uma condenação.
Crimes investigados incluem ameaça e tentativa de feminicídio
Entre os delitos abrangidos pela operação estão ameaça, injúria, lesão corporal e tentativa de feminicídio. As ocorrências apresentam diferentes características e exigem procedimentos de investigação compatíveis com a natureza de cada caso.
A ameaça envolve a intimidação da vítima mediante a promessa de causar mal injusto e grave. A injúria está relacionada à ofensa à dignidade ou ao decoro de uma pessoa. Já a lesão corporal corresponde à ofensa à integridade física ou à saúde de alguém.
A tentativa de feminicídio, por sua vez, refere-se a uma ação que busca matar uma mulher em circunstâncias previstas na legislação penal, mas que não resulta na consumação do homicídio por fatores alheios à vontade do autor.
A inclusão desses crimes na operação demonstra a abrangência dos procedimentos reunidos pela Polícia Civil. A apuração de cada ocorrência deve considerar as circunstâncias específicas, os elementos de prova e o enquadramento jurídico aplicável.
Denúncias podem ser feitas pelos números 190 e 180
Em situações de risco imediato ou agressão em andamento, a orientação é acionar o número 190, serviço de emergência da Polícia Militar.
Para orientação e denúncias relacionadas à violência contra a mulher, está disponível o Disque 180, serviço nacional de atendimento e encaminhamento de relatos.
A comunicação às autoridades pode contribuir para o registro das ocorrências e para o direcionamento das vítimas aos serviços da rede de proteção. Em casos de emergência, a busca por atendimento deve ocorrer prioritariamente pelos canais oficiais.
A Operação Por Elas integra as ações de enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas pela Polícia Civil da Bahia. Com a participação de 319 unidades e o encaminhamento de mais de três mil investigados à Justiça, a segunda fase concentra esforços na tramitação de inquéritos e na apuração de crimes registrados em Salvador e na Região Metropolitana.








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