A construção civil respondeu por aproximadamente 24% dos novos empregos formais gerados na Bahia entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentados em pesquisa contratada pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) e realizada pela Brain Inteligência Estratégica. Dos 56.291 novos postos de trabalho registrados no estado no período, 13.436 foram criados pelo setor da construção.
A pesquisa, divulgada aos associados da Ademi-BA na quinta-feira (24/09/2026), também mostra crescimento dos lançamentos e das vendas de imóveis em Salvador e na Região Metropolitana. Em julho de 2026, a capital registrou aumento de 68% nos lançamentos em comparação com julho de 2025, enquanto a Região Metropolitana apresentou alta de 59%.
Foram lançadas 642 novas unidades verticais em julho. O levantamento também identificou mudança no perfil dos empreendimentos: os imóveis compactos passaram de 66% dos lançamentos em julho de 2025 para 82% em julho de 2026. Entre os bairros de Salvador com concentração de novos projetos estão Jardim Armação, Ondina e Patamares.
Construção civil amplia participação na geração de empregos
Os 13.436 empregos formais gerados pela construção civil representam quase um quarto do saldo de novos postos registrados na Bahia nos sete primeiros meses de 2026. De acordo com os dados apresentados na pesquisa, o setor também liderou a geração de empregos da construção no Nordeste no período analisado.
A expansão da atividade imobiliária contribui para a demanda por trabalhadores em diferentes etapas da cadeia produtiva. Além das empresas responsáveis pelos empreendimentos, os projetos envolvem serviços e fornecedores relacionados à construção, comercialização e operação dos imóveis.
A relação entre emprego e mercado imobiliário aparece nos dados de Salvador e da Região Metropolitana. O crescimento dos lançamentos ocorre simultaneamente ao avanço das vendas e à redução da oferta disponível, indicando maior movimentação comercial no período analisado.
Lançamentos crescem e imóveis compactos ganham espaço
Em Salvador, o número de lançamentos em julho de 2026 aumentou 68% em relação ao mesmo mês de 2025. Na Região Metropolitana, a expansão foi de 59%. O levantamento contabilizou 642 unidades verticais novas colocadas no mercado no mês.
A participação dos imóveis compactos apresentou uma alteração relevante no período. Em julho de 2025, essas unidades representavam 66% dos lançamentos. Um ano depois, passaram a corresponder a 82% da oferta lançada no mês.
Entre os bairros de Salvador que concentraram novos projetos estão Jardim Armação, Ondina e Patamares. A distribuição dos lançamentos acompanha diferentes áreas da cidade e reflete mudanças na composição dos produtos ofertados pelo mercado imobiliário.
Vendas movimentam R$ 440 milhões em julho
As vendas também apresentaram crescimento em julho. Em Salvador, foram comercializadas 659 unidades, enquanto a Região Metropolitana registrou 60 unidades vendidas no mês.
Em valores, as vendas movimentaram R$ 396 milhões na capital e R$ 44 milhões na Região Metropolitana. Na comparação com julho de 2025, o valor comercializado aumentou 29% em Salvador e 45% na Região Metropolitana.
No acumulado de 12 meses, Salvador contabilizou 7.109 unidades vendidas, enquanto a Região Metropolitana registrou 1.202 unidades. Entre as regiões e bairros citados pela pesquisa com maior volume de vendas estão Jardim Armação, Ondina, Piatã, Itapuã, Rio Vermelho, Horto Florestal, Pituaçu e Praia do Flamengo.
Estoques diminuem e velocidade de vendas aumenta
A oferta final de imóveis também recuou. Em Salvador, o estoque chegou a 3.884 unidades, uma redução de 25% em relação ao período comparável de 2025. Na Região Metropolitana, a oferta final ficou em 465 unidades, queda de 53% na mesma comparação.
Outro indicador acompanhado pela pesquisa foi o Índice de Velocidade de Vendas (IVV). Em julho de 2026, o índice alcançou 14,2%, diante de 8,7% no período comparável informado pelo levantamento.
O IVV mede a proporção da oferta disponível que é comercializada em determinado intervalo. A elevação de 8,7% para 14,2% indica que uma parcela maior dos imóveis disponíveis foi comercializada no período, segundo a metodologia do indicador.
Resultado mensal contrasta com acumulado de lançamentos
Apesar do aumento dos lançamentos registrado em julho, o desempenho acumulado em 12 meses apresenta uma trajetória diferente. Segundo a pesquisa, o Valor Geral Lançado (VGL) acumulado nos 12 meses encerrados em julho de 2026 caiu 40% em Salvador e 52% na Região Metropolitana em comparação com os 12 meses anteriores.
O indicador mostra que o aumento registrado em um mês específico não representa necessariamente expansão equivalente no volume anual de novos projetos. A diferença entre os resultados mensais e acumulados deve ser considerada na análise da trajetória do mercado imobiliário.
O cenário também envolve fatores relacionados ao custo do crédito e aos custos de construção, que afetam o planejamento de novos empreendimentos, as margens das empresas e as condições de financiamento para compradores.
Crédito e custos influenciam próximos lançamentos
O mercado imobiliário opera em um ambiente no qual o custo do financiamento é um dos fatores que influenciam a decisão de compra e o ritmo de novos projetos. Taxas de crédito mais elevadas podem afetar tanto a demanda dos consumidores quanto as decisões das empresas sobre lançamentos.
Os custos associados à construção também interferem na formação dos preços dos imóveis e no planejamento financeiro dos empreendimentos. A combinação desses fatores cria um cenário no qual o aumento das vendas precisa ser analisado juntamente com os indicadores de lançamentos e estoque.
Na Bahia, os dados apresentados pela Ademi-BA mostram uma situação com crescimento do emprego na construção, avanço das vendas, redução da oferta e aumento da velocidade de comercialização, ao mesmo tempo em que o volume acumulado de novos lançamentos permanece abaixo do registrado no período anterior.
Mercado imobiliário mantém impacto sobre a economia baiana
A construção civil tem participação direta na geração de empregos e movimenta uma cadeia formada por empresas, trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços. Os 13.436 novos postos formais registrados pelo setor entre janeiro e julho representam uma parcela relevante dos empregos criados na Bahia no período.
No mercado imobiliário de Salvador e da Região Metropolitana, os indicadores de julho mostram crescimento de lançamentos e vendas, além de redução da oferta final. A mudança na participação dos imóveis compactos também indica alteração no perfil dos produtos colocados à disposição dos consumidores.
Ao mesmo tempo, a queda do Valor Geral Lançado acumulado em 12 meses, de 40% em Salvador e 52% na Região Metropolitana, mostra que o comportamento do mercado varia conforme o período analisado. Os resultados mensais e anuais, portanto, apresentam movimentos distintos.
Dados apontam cenário de expansão comercial e atenção aos custos
Os indicadores reunidos pela pesquisa da Ademi-BA mostram que o mercado imobiliário baiano atravessa 2026 com aumento das vendas e menor estoque disponível em Salvador e na Região Metropolitana. Em julho, foram comercializadas 719 unidades nas duas áreas, movimentando R$ 440 milhões.
A construção civil também mantém participação relevante na economia estadual, com 24% dos novos empregos formais gerados entre janeiro e julho. A atividade imobiliária, por sua vez, permanece vinculada a fatores como crédito, custos de construção, demanda e capacidade de absorção dos empreendimentos.
A evolução dos lançamentos, das vendas, do estoque e do emprego deverá indicar nos próximos meses se o movimento observado em julho será mantido. Os dados disponíveis mostram, até o momento, um mercado com maior velocidade de comercialização e menor oferta disponível, mas com volume acumulado de novos lançamentos inferior ao registrado nos 12 meses anteriores.








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