A cantora Kaline Rabelo, natural de Feira de Santana (BA), lançou “Modo Amor/Boquinha”, faixa inédita do projeto audiovisual Lar, Doce, Axé (2026), gravado em outubro. A música integra a estratégia da artista para ampliar sua presença na música baiana durante a temporada de verão e o Carnaval de Salvador 2027, combinando referências da axé music com elementos de romance, desejo e liberdade.
A canção tem composição assinada por Alaim Tavares, Lari Tavares e Samir Trindade, profissionais com trabalhos associados ao repertório do axé e do samba-enredo. A faixa explora uma temática romântica com linguagem popular e uma sonoridade voltada à dança, em diálogo com os circuitos carnavalescos da capital baiana.
O lançamento faz parte de uma nova etapa da carreira de Kaline, que vem direcionando sua produção artística para o axé. O audiovisual Lar, Doce, Axé reúne 14 faixas, com “Modo Amor/Boquinha” e “Movimento da Kali” entre as principais apostas autorais da cantora para os próximos meses.
“Lar, Doce, Axé” reúne referências da música baiana
O projeto audiovisual propõe uma aproximação com diferentes expressões da música produzida na Bahia, incorporando influências africanas e latinas, além de elementos do fricote, do pagode e da música popular regional. A proposta busca relacionar a trajetória da axé music às sonoridades contemporâneas exploradas pela artista.
A iniciativa também estabelece uma conexão com a história do gênero, cujo marco de popularização está associado à canção “Fricote”, lançada por Luiz Caldas em 1985. Natural de Feira de Santana, assim como Kaline Rabelo, o cantor é reconhecido por sua contribuição para a consolidação da axé music.
O repertório também dialoga com trabalhos que marcaram diferentes períodos da música baiana, como O Canto da Cidade (1992), de Daniela Mercury, e Veja Alto, Ouça Colorido (2007), associado à trajetória de artistas do movimento. Ao revisitar essas referências, Kaline busca inserir sua produção em uma tradição musical que atravessa gerações e continua presente no Carnaval e em outros eventos culturais.
Kaline Rabelo destaca a relação com Feira de Santana e o axé
A cantora afirma que sua identificação com o gênero foi construída ao longo de anos de atuação musical e de contato com artistas que contribuíram para projetar a cultura baiana no Brasil. Para ela, a origem em Feira de Santana também estabelece uma ligação simbólica com a trajetória de Luiz Caldas e com o desenvolvimento da axé music.
“É lindo demais ver como, após quase meio século, eu posso continuar uma história que começou em Feira, com Luiz Caldas como precursor desse ritmo maravilhoso que a Bahia ama”, declarou Kaline.
Ao comentar o lançamento, ela descreveu “Modo Amor/Boquinha” como uma canção que combina carinho, provocação e proximidade.
A artista também afirmou que espera que o público incorpore a faixa às celebrações do verão e do Carnaval. A expectativa é ampliar o alcance da música por meio da circulação do audiovisual, das apresentações ao vivo e da participação em eventos ligados à cultura baiana.
Referências musicais influenciam a identidade artística
Entre as referências citadas por Kaline estão Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Banda Mel, Olodum e Timbalada. Os nomes representam diferentes vertentes e períodos da música baiana, incluindo a axé music, o samba-reggae e outras expressões que contribuíram para a formação do repertório carnavalesco.
Segundo a cantora, o contato com essas trajetórias influencia sua busca por uma identidade própria dentro do gênero. A proposta é preservar a relação com as raízes culturais da Bahia e, ao mesmo tempo, desenvolver uma produção capaz de dialogar com novos públicos.
A construção dessa identidade ganhou impulso com o projeto Soul Axé, desenvolvido a partir das celebrações dos 40 anos da axé music associadas à trajetória de Luiz Caldas. A iniciativa integra o percurso de aproximação da artista com o gênero e antecede a nova etapa representada por Lar, Doce, Axé.
Carreira reúne lançamentos e apresentações na Bahia e no exterior
Antes de direcionar sua carreira para a axé music, Kaline Rabelo passou por diferentes gêneros da música brasileira. Entre os trabalhos anteriores estão “Bilhete”, gravada com a dupla Maria Cecília & Rodolfo em 2019, “Desaprendi a Ser Solteiro” e “Sol e Salvador”, lançada em 2025.
A cantora também participou de eventos como a Micareta de Feira, o Carnaval de Salvador, a Expofeira e o Soul Sambaxé. Em apresentações com a Banda Eva, dividiu o trio elétrico com Felipe Pezzoni, ampliando sua experiência em eventos de grande circulação de público.
Em 2026, Kaline realizou sua estreia internacional na Eurofolia, levando seu repertório para a Europa e participando da programação ao lado de Xanddy Harmonia. A experiência ampliou o alcance de sua atuação artística para além do circuito regional.
“Modo Amor/Boquinha” integra a estratégia para o Carnaval de 2027
Com o lançamento de “Modo Amor/Boquinha”, Kaline busca fortalecer sua presença no calendário de shows do verão baiano e no Carnaval de Salvador de 2027. A faixa foi apresentada como uma das principais apostas do audiovisual Lar, Doce, Axé, ao lado de “Movimento da Kali”.
A estratégia combina lançamento musical, produção audiovisual e participação em eventos para ampliar a circulação do repertório. A gravação do projeto ocorreu em outubro de 2026, segundo as informações divulgadas pela equipe da artista.
Kaline afirmou que espera que a música seja incorporada ao repertório do público durante a temporada carnavalesca. O desempenho comercial e a repercussão da faixa dependerão da recepção dos ouvintes, da execução nas apresentações e da presença nos canais de divulgação musical.
A trajetória da cantora acompanha um movimento de renovação da música baiana por artistas que combinam referências históricas da axé music com novas composições e estratégias de circulação. Ao lançar Lar, Doce, Axé, Kaline Rabelo procura consolidar sua identidade artística e ampliar sua participação em um gênero associado à cultura de Feira de Santana, de Salvador e do estado da Bahia.








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