Minidocumentário da São Braz destaca agricultura familiar e produção de café especial na Chapada Diamantina

A produção de café especial em Piatã, na Chapada Diamantina, a mais de 1.200 metros de altitude, é o tema de um minidocumentário idealizado pela São Braz, indústria nordestina de alimentos. A iniciativa registra histórias de agricultores familiares, aborda a valorização comercial do café baiano e destaca a participação de famílias na cadeia produtiva. O audiovisual foi gravado durante quatro dias no município e tem estreia prevista para as próximas semanas nas redes sociais da marca, além de uma versão reduzida para a televisão.

O projeto acompanha produtores que construíram suas trajetórias profissionais a partir da cafeicultura e evidencia etapas do cultivo, desde a adubação e a colheita até a secagem dos grãos. A produção também aborda a sucessão familiar, a participação feminina no campo e a organização dos cafeicultores por meio da Coopiatã, cooperativa da região.

A iniciativa está associada ao lançamento do Café da Bahia, novo rótulo gourmet da São Braz, produzido com grãos fornecidos pela Coopiatã. Segundo a empresa, a escolha busca valorizar a produção regional e aproximar o mercado consumidor das famílias responsáveis pelo cultivo.

Cafeicultura familiar transforma trajetórias profissionais em Piatã

Entre os personagens do minidocumentário está Edinei Figueiredo, ex-servidor público que deixou a carreira no funcionalismo para trabalhar com a cafeicultura familiar. Sua história representa uma mudança profissional vinculada à produção agrícola e ao envolvimento com as diferentes etapas do cultivo.

Figueiredo destaca o trabalho necessário para levar o café da lavoura à xícara, com atividades que incluem adubação, colheita e secagem em terreiro. Para o produtor, o processo depende da dedicação de diferentes pessoas e do acompanhamento cuidadoso de cada fase da produção.

“Não é para qualquer um largar tudo e vir fazer. Desde a adubação, a colheita, a secagem no terreiro até chegar à xícara, o café passa por muitas mãos. Tem muito afeto envolvido nisso”, relata.

O depoimento integra a proposta do audiovisual de mostrar os bastidores da cafeicultura e os desafios enfrentados por famílias que dependem da atividade. A produção também busca apresentar ao público o trabalho que antecede a comercialização dos cafés especiais.

Lucineia de Oliveira destaca participação feminina e valorização do café

Outra personagem é Lucineia de Oliveira, produtora rural com quase 40 anos de experiência no manejo do café. Mãe de cinco filhos, ela conta com a participação da família no negócio e foi a primeira mulher a integrar a Coopiatã, conforme as informações divulgadas sobre o projeto.

Sua trajetória aborda a presença feminina em atividades agrícolas historicamente associadas aos homens, incluindo o plantio, a adubação e o manejo das lavouras. O relato também destaca as mudanças no valor comercial do produto e a importância de ampliar o acesso dos cafeicultores a mercados que reconhecem a qualidade dos grãos.

“Muita gente acha que mulher não consegue lidar com adubação e plantio, mas a gente consegue tudo. Quando vendíamos sem valorização, uma saca saía por R$ 300; hoje vendemos sacas por até R$ 4.000. Parcerias que divulgam nosso café nos dão mais recursos para crescer e continuar”, afirma Lucineia.

Os valores mencionados pela produtora indicam uma diferença entre os preços recebidos em períodos distintos. Entretanto, o material divulgado não especifica as datas de referência, as condições comerciais nem as características das sacas comparadas, fatores necessários para uma análise detalhada da evolução dos preços.

Coopiatã fornece grãos para o novo Café da Bahia

A Coopiatã reúne cafeicultores da região de Piatã e participa da iniciativa como fornecedora dos grãos utilizados no novo rótulo gourmet da São Braz. A parceria conecta a produção agrícola local à estratégia comercial de uma indústria nordestina de alimentos.

A presidente da cooperativa, Luisa Bittencourt, engenheira agrônoma, afirma que a divulgação do café pode contribuir para ampliar o reconhecimento da produção regional e criar oportunidades de comercialização.

“Queremos mostrar que o café da nossa gente tem qualidade, identidade e pode chegar a mercados exigentes”, declara Luisa Bittencourt.

A proposta do projeto é apresentar a origem do produto e as pessoas envolvidas em sua produção. Ao destacar o vínculo entre a cooperativa e a indústria, o minidocumentário também aborda a participação de organizações coletivas na inserção da agricultura familiar em mercados de maior valor agregado.

São Braz associa café de altitude à identidade regional

Para a São Braz, a escolha dos grãos de Piatã está relacionada à qualidade do café de altitude produzido na Bahia e à valorização da identidade regional. A empresa pretende utilizar o minidocumentário para apresentar os cafeicultores ao público e contextualizar a origem do produto comercializado sob o rótulo Café da Bahia.

Frederico Dominguez, gerente nacional de marketing da São Braz, afirma que a iniciativa busca ampliar o reconhecimento dos cafés produzidos no Nordeste.

“Ter um café de altitude da Bahia na nossa linha gourmet é uma escolha de qualidade. O Nordeste produz café de alta qualidade, onde as pessoas precisam conhecê-los”, afirma Dominguez.

A declaração expressa a estratégia de comunicação da empresa, que pretende associar o produto à origem dos grãos e às histórias dos agricultores. O material disponível, porém, não apresenta informações sobre volume de produção, metas de vendas, distribuição comercial ou preço do novo café.

Minidocumentário terá lançamento nas redes sociais e na televisão

A produção foi realizada ao longo de quatro dias de gravação em Piatã e tem lançamento previsto para as próximas semanas, conforme o anúncio da iniciativa. O conteúdo completo deverá ser disponibilizado nas redes sociais da São Braz, enquanto uma versão reduzida será exibida na televisão.

A narrativa reúne as experiências de produtores como Edinei Figueiredo e Lucineia de Oliveira, além da perspectiva institucional da Coopiatã e da estratégia comercial da indústria. O objetivo é mostrar as etapas da cafeicultura e a relação entre produção familiar, cooperativismo e mercado consumidor.

A iniciativa também coloca em evidência a produção de café especial na Chapada Diamantina, região que reúne condições de altitude associadas ao cultivo de cafés diferenciados. A combinação entre origem, manejo e organização produtiva integra a apresentação comercial do Café da Bahia.

Com o projeto, a São Braz pretende ampliar a visibilidade dos cafeicultores de Piatã e apresentar a cadeia produtiva por trás do novo rótulo. A repercussão comercial da iniciativa dependerá, entre outros fatores, da distribuição do produto, da demanda dos consumidores e da capacidade de manter a valorização dos grãos na relação entre produtores e mercado.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.