A primeira edição do desfile Miss Essência que Inspira será realizada na quarta-feira (14/10/2026), a partir das 16h, na Academia de Letras da Bahia (ALB), em Salvador. A iniciativa é promovida pela Rede Viva de Mulheres, com apoio do Instituto Brasileiro de Educação, Cidadania e Desenvolvimento Humano (IBECDH), e tem como objetivo fortalecer a autoestima e valorizar a dignidade de mulheres em tratamento oncológico, em recuperação de outras comorbidades e em situação de vulnerabilidade social.
O evento contará com a participação de 10 candidatas, que apresentarão suas trajetórias em um desfile organizado para destacar histórias de vida, recuperação e enfrentamento de desafios relacionados à saúde e às condições sociais. Ao final, três participantes serão escolhidas como vencedoras por um júri formado por cinco profissionais de diferentes áreas.
A programação será restrita a participantes, familiares, profissionais da saúde, apoiadores e representantes da sociedade civil. A proposta é promover um espaço de reconhecimento e inclusão, utilizando a cultura e a expressão pessoal como instrumentos de valorização das mulheres.
Desfile reúne candidatas e profissionais de diferentes áreas
As 10 participantes do Miss Essência que Inspira representarão histórias de vida marcadas por desafios relacionados à saúde e à vulnerabilidade social. A organização pretende destacar suas experiências individuais e contribuir para ampliar o reconhecimento de suas trajetórias.
O júri será composto por Doinha Prata, radialista e apresentadora; Luzia Morais, jornalista e produtora cultural; Anderson Oliveira, representante do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA); Maria Paula Blumetti, coordenadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA); e Renata Soares, do Salão Sá Marina.
A programação também contará com uma apresentação do grupo Deixa Acontecer. A participação artística integra a proposta de aproximar cultura, convivência e valorização pessoal em um evento voltado a mulheres que enfrentam diferentes condições de saúde e situações de vulnerabilidade.
Para a fundadora da Rede Viva de Mulheres, Jumara Anunciação, a iniciativa representa uma oportunidade de reconhecer a trajetória das participantes e promover a autoestima.
“Vai ser uma celebração da vida, da autoestima e da dignidade feminina”, afirma Jumara.
Academia de Letras da Bahia destaca a valorização humana
A realização do desfile na Academia de Letras da Bahia também está associada à proposta de promover a dignidade e o reconhecimento das experiências humanas. A instituição receberá a primeira edição do evento, que reúne participantes, familiares, profissionais e representantes da sociedade civil.
O escritor Aleilton Fonseca, presidente da Academia de Letras da Bahia, declarou que a instituição reconhece a relevância da iniciativa organizada pela Rede Viva de Mulheres.
“Reescrever a própria história exige coragem. A Academia de Letras da Bahia reconhece a relevância da ação promovida pela Rede Viva de Mulheres. Uma iniciativa que coaduna com os valores da própria Academia, como o de promover a dignidade e a valorização do ser humano”, afirmou.
A escolha do espaço cultural busca associar a programação à valorização da pessoa humana e à participação social. Nesse contexto, o desfile se apresenta como uma atividade que utiliza a expressão artística para dar visibilidade às experiências das mulheres participantes.
A organização também destaca a importância de criar oportunidades de convivência e reconhecimento para pessoas que enfrentam tratamentos de saúde ou condições sociais que podem limitar seu acesso a atividades culturais e de desenvolvimento pessoal.
Rede Viva de Mulheres nasceu de uma experiência familiar
A Rede Viva de Mulheres foi criada em 2021 por Jumara Anunciação, técnica de enfermagem, a partir de uma experiência familiar relacionada ao câncer. Segundo a fundadora, a morte da irmã, ainda jovem, e o acompanhamento do tratamento motivaram a criação de um espaço de acolhimento e apoio a outras mulheres.
“Minha irmã morreu de câncer muito jovem e eu acompanhei de perto todo sofrimento que ela passou. Dessa experiência nasceu meu desejo de transformar a dor em ação, criando um espaço de apoio, escuta e fortalecimento para outras mulheres”, relatou.
Desde então, a iniciativa passou a reunir aproximadamente 400 mulheres que enfrentam diferentes diagnósticos, desafios de saúde e situações de vulnerabilidade social. O coletivo desenvolve atividades destinadas ao acolhimento, à informação e ao fortalecimento pessoal das participantes.
Entre as ações promovidas estão encontros com atendimentos em saúde, palestras educativas, iniciativas sociais e oportunidades de desenvolvimento pessoal. A rede também organiza atividades culturais, incluindo visitas a espetáculos musicais, apresentações teatrais e exposições de arte.
Cultura e convivência integram as ações do coletivo
Além do acompanhamento e do acolhimento, a Rede Viva de Mulheres considera a participação cultural parte de suas atividades. A organização promove experiências que permitem às integrantes ampliar o acesso a manifestações artísticas e a espaços de convivência.
A proposta do Miss Essência que Inspira segue essa orientação ao reunir desfile, apresentações artísticas e reconhecimento das histórias das participantes. A iniciativa procura valorizar as mulheres para além dos diagnósticos e das dificuldades sociais enfrentadas.
Jumara Anunciação afirma que a escolha da Academia de Letras da Bahia tem significado para as integrantes do coletivo por associar o evento a um espaço dedicado à cultura e à produção literária.
“Tudo que fortaleça a autoestima, amplie horizontes e celebre a vida. Por isso fazer esse primeiro desfile num local com a Academia de Letras da Bahia tem um significado muito especial para todas nós”, declarou.
A realização da primeira edição do desfile amplia as atividades desenvolvidas pela Rede Viva de Mulheres e reforça a proposta de integrar acolhimento, cultura e valorização pessoal. Com 10 candidatas, participação de profissionais de diferentes áreas e apoio institucional, o evento pretende reconhecer trajetórias de mulheres em tratamento de saúde e em situação de vulnerabilidade social.








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