Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) deflagrou, na quinta-feira (15/10/2026), a Operação Última Barra, com o objetivo de cumprir três ordens judiciais contra um investigado apontado como uma das principais lideranças de uma organização criminosa originária do Rio de Janeiro, com atuação em Salvador. A ação ocorreu no município de Barra de São Miguel, em Alagoas, e terminou com a morte do suspeito após um confronto armado com as equipes policiais.
A operação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão. Segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança, as investigações se estenderam por dez meses e identificaram que o investigado havia estabelecido residência no litoral alagoano, embora continuasse, conforme as apurações, exercendo funções de comando em atividades criminosas na capital baiana.
A ação foi realizada de forma integrada por órgãos de segurança pública da Bahia e de Alagoas, com participação de unidades especializadas das polícias Civil e Militar, além das estruturas estaduais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado. Durante o cumprimento do mandado de prisão, houve troca de tiros, e o investigado foi ferido. Ele recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigação identificou atuação criminosa entre Bahia e Alagoas
As apurações conduzidas ao longo dos dez meses indicaram que o investigado havia se estabelecido em Barra de São Miguel, no litoral de Alagoas. Mesmo residindo fora da Bahia, ele continuaria, segundo a investigação, exercendo papel de liderança na organização criminosa e coordenando atividades ilícitas realizadas em Salvador.
De acordo com as informações da operação, o patrimônio atribuído ao suspeito seria sustentado por recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades ilegais associadas ao grupo criminoso. A investigação buscou localizar o investigado e cumprir as determinações judiciais expedidas no âmbito do caso.
A atuação em dois estados mobilizou equipes especializadas para executar as medidas judiciais em Alagoas. A operação evidencia a dimensão interestadual das investigações sobre organizações criminosas que mantêm estruturas de comando e atuação operacional em diferentes unidades da Federação.
Confronto armado durante cumprimento de mandado
Segundo o relato das forças de segurança, equipes da FICCO/BA e do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar de Alagoas (BOPE/PMAL) foram recebidas a tiros durante o cumprimento do mandado de prisão. A ocorrência evoluiu para um confronto armado, no qual o investigado foi atingido.
Após ser ferido, o homem foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas morreu em decorrência dos ferimentos. As informações divulgadas não detalham, no material fornecido, a quantidade de disparos efetuados nem a identificação dos profissionais envolvidos no atendimento médico.
Durante a operação, os policiais apreenderam aparelhos celulares, veículos e uma pistola calibre 9 mm. Os materiais recolhidos poderão subsidiar as investigações, conforme os procedimentos legais aplicáveis, especialmente na análise de possíveis vínculos, comunicações e recursos relacionados às atividades investigadas.
Forças de segurança da Bahia e de Alagoas participaram da operação
A Operação Última Barra reuniu diferentes unidades especializadas dos dois estados. Pela Bahia, participaram a FICCO/BA, o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico da Polícia Civil (DENARC/PCBA) e a Companhia Independente de Policiamento Especializado da Polícia Militar da Bahia (CPME/PMBA).
Em Alagoas, a ação contou com o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (BOPE/PMAL), a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar (DINT/PMAL) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no estado (FICCO/AL).
A cooperação entre as instituições permitiu a execução das ordens judiciais em Barra de São Miguel. Após a ocorrência, os procedimentos de polícia judiciária foram formalizados em Maceió, capital alagoana, onde foram adotadas as medidas administrativas e legais relacionadas ao caso.
Apreensões e continuidade dos procedimentos policiais
Os celulares, veículos e a pistola calibre 9 mm apreendidos integram o material relacionado à operação. A análise dos objetos poderá contribuir para esclarecer aspectos da atuação do grupo investigado e identificar eventuais elementos adicionais de interesse para as autoridades.
A operação teve como foco o cumprimento das ordens judiciais contra o investigado apontado como liderança criminosa. A morte ocorreu durante o confronto registrado pelas equipes policiais, enquanto as medidas de busca e apreensão resultaram na coleta de materiais que poderão ser examinados no curso dos procedimentos investigativos.
A Operação Última Barra foi conduzida em um contexto de cooperação entre forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento a organizações criminosas com atuação em mais de um estado. Os dados divulgados apontam para uma investigação centrada na atuação de uma liderança que, mesmo instalada em Alagoas, continuaria coordenando atividades ilícitas em Salvador.








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