A Petrobras fechou um contrato de 22 anos para a compra de gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, em acordo anunciado pela companhia nesta terça-feira (29/09/2026). O contrato prevê a aquisição de 800 mil toneladas de GNL por ano da Cheniere Marketing, subsidiária da Cheniere Energy, uma das principais produtoras e exportadoras do combustível nos Estados Unidos.
O acordo é o segundo contrato de longo prazo para aquisição de GNL firmado pela Petrobras em aproximadamente um mês. A estratégia, segundo a estatal, busca reduzir a exposição às oscilações do mercado spot, modalidade caracterizada por operações de compra e venda com entrega em curto prazo e maior sensibilidade às variações de preços.
A Petrobras informou que a contratação de volumes de longo prazo contribui para a gestão de riscos do portfólio de gás natural e amplia a flexibilidade e a segurança para o atendimento dos contratos da companhia. O fornecimento contratado com a Cheniere será mantido durante mais de duas décadas.
Petrobras amplia contratos de longo prazo para GNL
O GNL é produzido a partir do resfriamento do gás natural até que ele passe ao estado líquido. Nesse processo, o volume ocupado pelo gás é reduzido para aproximadamente 1/600 do volume original, o que permite seu transporte em navios e elimina a necessidade de uma conexão direta por gasoduto entre o produtor e o comprador.
No novo acordo, a fornecedora será a Cheniere Marketing, subsidiária da Cheniere Energy. A empresa opera instalações de liquefação de GNL nos Estados Unidos, incluindo os terminais de Sabine Pass, na Louisiana, e Corpus Christi, no Texas.
O contrato estabelece o fornecimento de 800 mil toneladas anuais de GNL à Petrobras. A contratação de volumes previamente definidos por períodos extensos permite à companhia estruturar parte do abastecimento com menor dependência das condições de curto prazo do mercado internacional.
Estratégia busca reduzir exposição ao mercado spot
Segundo a Petrobras, a decisão está relacionada à necessidade de reduzir a exposição à volatilidade do mercado spot de GNL. Nesse segmento, os preços podem sofrer alterações em função de diferentes condições de oferta e demanda, além de fatores relacionados ao mercado internacional de energia.
A companhia afirma que os contratos de longo prazo fortalecem a gestão de riscos do portfólio de gás natural. A modalidade também permite ampliar a flexibilidade na composição das fontes utilizadas para atender às necessidades de seus contratos.
No Brasil, o gás natural é utilizado por termelétricas, residências e indústrias. No setor industrial, além da utilização como combustível, o insumo também pode ser empregado como matéria-prima em determinados processos produtivos.
Segundo contrato firmado pela Petrobras em cerca de um mês
O acordo com a Cheniere ocorre poucas semanas depois de a Petrobras anunciar outro contrato de longo prazo para aquisição de GNL. No fim de agosto de 2026, a estatal firmou acordo com a Sempra Infrastructure para a compra de 800 mil toneladas anuais durante 20 anos.
O contrato com a Sempra prevê o fornecimento a partir do Terminal de Liquefação de GNL de Port Arthur, no Texas. Assim como no novo acordo, o volume contratado corresponde a 800 mil toneladas de GNL por ano.
Com os dois contratos, a Petrobras amplia sua carteira de compromissos de longo prazo para aquisição de GNL proveniente dos Estados Unidos. A estratégia anunciada pela companhia combina contratos de fornecimento de maior duração com a necessidade de administrar a exposição às condições do mercado de curto prazo.
GNL ganha papel na gestão do portfólio de gás natural
A contratação de GNL permite à Petrobras contar com volumes transportados por via marítima, característica que diferencia esse combustível do gás natural distribuído exclusivamente por redes de gasodutos. A forma líquida facilita o deslocamento internacional e possibilita a aquisição de cargas de diferentes origens.
Os contratos anunciados em agosto e setembro também estabelecem compromissos de fornecimento por duas décadas ou mais, proporcionando previsibilidade sobre parte dos volumes destinados ao mercado brasileiro.
A Petrobras relaciona essa estratégia à gestão de riscos, flexibilidade operacional e segurança no atendimento dos contratos de gás natural. Os acordos com empresas norte-americanas acrescentam volumes contratados de longo prazo ao portfólio da companhia, enquanto as condições do mercado spot continuam sendo relevantes para as operações de curto prazo.
*Com informações da Agência Brasil.








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